Se a primeira geração do Gol foi um marco na história da Volkswagen no Brasil, a segunda geração tinha tudo para repetir tal sucesso. Para baratear o custo de produção, a marca reaproveitou a plataforma da primeira geração, com algumas modificações.

A plataforma ganhava cerca de 11 cm de entre-eixos – em relação a primeira geração – e o conjunto mecânico seria o mesmo da geração anterior, por conta de redução de custos. Fora isso, a carroceria e o design eram totalmente novos. Agora o Gol tinha uma carroceria arredondada – e bem mais amigável – mas que ainda abrigava o motor longitudinal.

Por conta do design mais redondo, a segunda geração do Gol foi carinhosamente apelidada de “Gol bolinha”, ou “Gol bola”. A dianteira era curta e contava com os faróis em formato de cápsula, e agora o para-choque se integrava ao restante do desenho do carro.

A boa visibilidade ainda era um dos seus trunfos, com suas janelas grandes, e poucos vincos na carroceria, que ajudavam a compor um design limpo e agradável. A traseira ganhava lanternas em formato mais vertical, e a placa agora estava alocada no para-choque.

Já no interior, o Gol passou a contar com mais espaço interno e um novo desenho para o painel. Os motores – 1.0, 1.6 e 1.8 – recebiam injeção monoponto digital e sensor de oxigênio – o que trazia mais tecnologia, mas não significava exatamente mais potência. O 1.0 continuava com 50 cv, o 1.6 atingia 76 cv e o 1.8 possuía 91 cv e 14,3 kgfm de torque.

A versão GTi utilizava o motor 2.0 com injeção multiponto com 109 cv e 17 kgfm de torque. Ele substituía o GTS e o “i” vinha grafado em maiúsculo. A família Gol perdia o sedã – Voyage – mas continuava com a Parati e a Saveiro no portfólio, recebendo as mesmas alterações visuais e de mecânica.

Em 1996, o Gol GTI ganhava o primeiro motor com quatro válvulas por cilindro, fazendo com que o propulsor 2.0 passasse a entregar 145 cv e 18,4 kgfm de torque. Esse motor era a princípio importado da Alemanha, e permitia que o Gol GTI atingisse a marca dos 206 km/h e acelerasse de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos.

Foi com o Gol GTI que a Volkswagen também trouxe os freios a disco nas quatro rodas – com direito a ABS. Já no interior, o Gol GTI trazia revestimento de couro preto ou preto e vermelho para os bancos, volante e cintos de segurança. Uma versão mais “mansa” seria apresentada depois, com a inscrição TSi.

Fim da Autolatina

Com o fim do acordo entre a Ford e a Volkswagen – a Autolatina – a montadora alermã precisou correr para substituir os motores de origem Ford na linha Gol. A solução encontrada foi criar o AT-1000, que estreou em 1997 na versão Plus, com 54,4 cv e 8,3 kgfm de torque.

E por conta de novas normas de emissão de poluentes, a Volkswagen passou a adotar a injeção multiponto nos motores 1.6 e 1.8 – com um leve aumento de potência. Ainda em 1997, a Volks passou a oferecer o motor 1.0 com duplo comando e 16 válvulas, o que fez com que o modelo passasse a ter 69 cv e 9,3 kgfm de torque.

Pouco tempo depois das alterações na mecânica, o Gol passava a contar com uma carroceria de 4 portas e também airbags nas versões mais caras. No final de 1997, o Gol ganhava a versão GLS que contava com o motor 2.0 que rendia 111 cv e ainda recebia itens como computador de bordo, freios ABS e quadro de instrumentos com fundo branco.

O primeiro facelift

Assim como na primeira geração, a segunda geração do Gol recebeu retoques de estilo de meia vida em 2000. Com eles, a linha Gol recebia novos faróis – maiores e mais retangulares – além de novos para-choques.

O interior também recebia mudanças, com destaque para o desenho mais retilíneo do painel, e novos revestimentos internos. A Volkswagen chamava esse facelift de “3ª geração”, mas na verdade era um facelift na segunda geração apresentada em 1994.

O design no geral era moderno e deixava o modelo em pé de igualdade com os rivais da época. O restante da linha – Parati e Saveiro – também recebeu as mesmas modificações no visual tanto interno quanto externo.

1.0 Turbo

Muito antes da febre dos motores de 3 cilindros com turbo, a Volkswagen apresentou no começo dos anos 2000 o primeiro 1.0 com 16 válvulas e turbo. Isso se deu ao fato de o governo estar diminuindo os impostos sobre carros com motores abaixo de 1.0. Foi assim que surgiu o primeiro Gol Turbo.

A marca decidiu aproveitar o motor AT, e o reformulou fazendo com que ele entregasse 112 cv e 15,8 kgfm de torque – o que fazia dele o primeiro motor turbo nacional, e um dos mais potentes da sua época.

Com esse motor, o Gol fazia o 0 a 100 km/h em 9,8 segundos e atingia a velocidade máxima de 190 km/h – ficando no mesmo patamar do motor 2.0 da versão GTI. Esse motor foi utilizado tanto no Gol quanto na perua Parati, superando praticamente toda a concorrência em termos de dinâmica e desempenho.

O primeiro flex

Tendo em vista que o preço do etanol ficava cada vez mais competitivo, a Volkswagen decidiu sair na frente e lançar seu primeiro motor flex equipando o Gol e que aceitava etanol e gasolina em qualquer proporção.

Chamada de Gol TotalFlex, a versão utilizava o motor 1.6 que possuía 97 cv com gasolina e 14,1 kgfm de torque e 99 cv com etanol e 14,4 kgfm de torque. Dentre as alterações técnicas, a marca adicionou o sistema de partida a frio para o etanol, bem como colocou um novo coletor de admissão, bicos injetores, válvulas, velas e bomba de combustível.

Além do Gol, a Saveiro e Parati também receberam o novo motor flexível. O restante da gama de motores – o 1.0 e o 1.8 – também aderiu à tecnologia flex, mas apenas em 2005. Nessa leva, os motores 1.0 de 16v e o 2.0 eram descontinuados.

O segundo facelift

Ainda seguindo os passos da primeira geração, a segunda geração do Gol ganhou um novo facelift – um pouco mais pesado – em meados de 2006, que foi erroneamente chamado de Geração 4.

A carroceria ainda era a mesma apresentada em 1999, mas agora com um design dianteiro e traseiro mais moderno, pegando algumas referências de outros modelos, como o Polo e o recém apresentado Fox.

A dianteira do Gol recebia novos faróis, que ficavam levemente maiores se comparados aos do modelo apresentado no começo dos anos 2000, e ele ainda contava com um “V” que ligava a grade ao para-choque – fazendo uma alusão ao “V” da Volkswagen.

A traseira recebia novas lanternas, com uma protuberância redonda – que não combinou muito bem com o restante da carroceria – e um novo interior, que se tornou mais simples e perdia refinamento e itens de série, para não canibalizar as vendas do Fox e do Polo.

O restante da linha também recebeu as mesmas modificações, o que deixou a gama mais simples e robusta até a chegada da definitiva terceira geração.

 
 
O Gol turbo: muito torque, mas confiabilidade baixa
 
O Gol turbo: muito torque, mas confiabilidade baixa
O Gol turbo: muito torque, mas confiabilidade baixa
Volkswagen Gol 1995
 
Volkswagen Gol 1995
Volkswagen Gol 1995
Volkswagen Gol 1995
 
Volkswagen Gol 1995
Volkswagen Gol 1995
Volkswagen Gol 1995
 
Volkswagen Gol 1995
Volkswagen Gol 1995
Volkswagen Gol 1996
 
Volkswagen Gol 1996
Volkswagen Gol 1996
Volkswagen Gol 1987
 
Volkswagen Gol 1987
Volkswagen Gol 1987
Volkswagen Gol 1997
 
Volkswagen Gol 1997
Volkswagen Gol 1997
Volkswagen Gol 1997
 
Volkswagen Gol 1997
Volkswagen Gol 1997
Volkswagen Gol 2005
 
Volkswagen Gol 2005
Volkswagen Gol 2005
Volkswagen Gol 2005
 
Volkswagen Gol 2005
Volkswagen Gol 2005
Volkswagen Gol 2005
 
Volkswagen Gol 2005
Volkswagen Gol 2005
Volkswagen Gol 1999
 
Volkswagen Gol 1999
Volkswagen Gol 1999
Volkswagen Gol 2000
 
Volkswagen Gol 2000
Volkswagen Gol 2000
 
 
Kleber Smith

Kleber Smith |