No papel, o Logan é um carro ideal: é muito maior que seus rivais, possui garantia de 3 anos sem limite de quilometragem e baixo custo de manutenção. Mas nunca vendeu como deveria. O problema? Sem dúvida, são dois, o design sem inspiração e o acabamento simplório.

Antes que uma nova geração do modelo seja lançada, o que não deve ocorrer tão cedo, a solução é tentar melhorar o atual projeto, o que a Renault buscou com alterações simples no exterior e melhorias no interior.

A linha 2011 ganhou nova frente com grade cromada e larga e faróis com máscara negra. Os para-choques estão mais “esportivos” e a traseira recebeu uma nova tampa do porta-malas que incorpora um pequeno spoiler e uma barra cromada na base.

No interior, mudanças menores, mas uma delas mais marcante, os botões dos vidros elétricos nas portas e não no console central. Os materiais do interior foram melhorados, segundo a marca, e os pacotes ganharam novos itens como ABS opcional.

Os preços permanecem os mesmos da linha 2010, que partem de R$ 28 690 na versão de entrada Authentique 1.0. Isso significa na prática ficar apenas R$ 390 mais caro que o Chevrolet Classic, o mais barato do mercado.

A meta, no entanto, é até modesta. A Renault quer vender 35 mil unidades em 2010, 5 mil a mais que em 2009, mas um ano ruim para o carro. Basta dizer que em 2008 foram vendidas mais de 36 mil carros.

Será que a marca francesa não está um tanto comedida? Vamos descobrir após o test-drive.

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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/

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