Avaliação rápida: Jeep Commander Overland versões flex e diesel

SUV 7 lugares traz espaço, desempenho e tecnologia para turbinar vendas da marca no Brasil
Jeep Commander 2022

Jeep Commander 2022 | Imagem: Divulgação

O mercado de SUVs de 7 lugares ganhou novas opções nos últimos anos. As chegadas de Volkswagen Tiguan Allspace e CAOA Chery Tiggo 8 atenderam os anseios das famílias mais numerosas que gostam de ver o mundo de cima.

Agora é a vez da Jeep entrar na briga com o Commander, que é muito mais do que um “Compass esticado”. 

Na verdade, não existe nenhuma semelhança no design entre os dois SUVs. Todos os painéis de carroceria e peças são exclusivos do Commander.

A dianteira traz nítida inspiração no Grand Cherokee L, assim como a traseira com lanternas retangulares bem finas. No geral, o Commander tem um visual elegante e consegue um equilíbrio entre proporções difícil de ser obtido em veículos tão grandes.

O Commander será vendido em duas versões de acabamento (Limited e Overland) e duas motorizações: 1.3 T270 turboflex (185 cv/180 cv e 27,5 kgfm) e 2.0 T380 turbodiesel (170 cv e 38,7 kgfm).

Veja abaixo versões e preços do novo SUV da Jeep:

Commander Limited 1.3 Turbo – R$ 199.990

Commander Overland 1.3 Turbo – R$ 219.990

Commander Limited 2.0 TD 4X4 – R$ 259.990

Commander Overland 2.0 TD 4X4 – R$ 279.990

Veja a galeria de imagens do novo Jeep Command Overland

Espaço de sobra

Grandalhão, o Commander tem 4,77 metros de comprimento, 1,86 metro de largura, 1,68 metro de altura e distância entre eixos de 2,79 metros.

Frente ao Compass, o novo modelo é 35 cm mais longo e tem 14 cm a mais de distância entre eixos. Essa diferença se reflete na cabine: sobra espaço na segunda fileira de bancos, cujo acesso é facilitado pelas enormes portas traseiras com ângulo de abertura de ótimos 80º. A fileira pode ser deslizada até 14 cm para frente e é facilmente rebatida para ampliar o acesso aos bancos extras. Lá atrás, a Jeep afirma que passageiros com até 1,80 metro de altura viajam com conforto.

A capacidade do porta-malas é de 233 litros com os sete bancos em uso, 661 litros se a terceira fileira estiver recolhida e 1.760 litros caso as duas fileiras de bancos sejam rebatidas.

Como andam as versões flex?

Lançado recentemente, o ótimo motor 1.3 turboflex rende até 185 cv com etanol. Assim como no Compass, o conjunto não sente o peso da responsabilidade (desculpe pelo trocadilho ruim) de movimentar um carro de 1.685 kg. 

Bem escalonado, o câmbio automático de seis marchas forma um casamento feliz com a motorização de 1,3 litro, e embala o Commander nas retomadas. Segundo a Jeep, o Commander vai de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 202 km/h. Caso esteja com gasolina no tanque, os números caem para 10,4 segundos e 200 km/h, respectivamente.

Surpreende também a boa calibragem da suspensão, que é firme e impede que a carroceria incline excessivamente nas curvas - algo pouco usual para um SUV (que já tem o centro de gravidade mais alto) de grandes dimensões.

Mesmo sem sair de fábrica com tração 4x4, o Commander flex se vira bem fora do asfalto. 

Ele tem o sistema Traction Control Plus, uma variação do controle de tração que ajuda o Commander a sair de obstáculos leves fora do asfalto

Commander diesel é feito para jipeiros

Se você não abre mão de enfrentar uma trilha de vez em quando, as versões movidas a diesel são ideais. A tração nas quatro rodas tem reduzida e três modos de ajustes (Sand/Mud, Snow e Auto). E existe ainda a assistência do controle de velocidade em descidas.

Apesar de trazer os mesmos 170 cv de antes, o propulsor recebeu melhorias como uma nova calibração, novo volante do motor, novo conversor de torque, nova turbina e teve a curva de pedal aprimorada.

Tudo isso se reflete no torque máximo, que passou de 35,7 kgfm para os atuais 38,7 kgfm. Esse aumento impediu que o Commander tivesse o desempenho prejudicado, já que ele é mais pesado do que as versões turboflex: são 1.885 kg.

Importante lembrar que o propulsor turbodiesel traz um sistema de pós-tratamento de gases de escape, que reduz a emissão de gases poluentes. Com isso, é necessário o uso do aditivo ARLA32, cuja autonomia é estimada em 10 mil km.

E quais são os rivais?

A Jeep diz que Volkswagen Tiguan Allspace e Mitsubishi Outlander são os principais rivais do Commander. Porém, a lista de futuros concorrentes é bem extensa, e inclui nomes como Chevrolet Trailblazer, CAOA Chery Tiggo 8, Mercedes-Benz GLB e Land Rover Discovery Sport.

Existe ainda o Toyota SW4, que, embora não tenha sido lembrado pela Jeep, também é um forte (e talvez principal) concorrente. É o que afirma Alexandre Aquino, responsável pelo Brand Jeep no país.

“Ele é o atual líder de mercado, e, como pretendemos chegar ao primeiro lugar, é natural que ele também concorra com nós”.

Embora não tenham falado em números, a Jeep sugeriu que pretende superar o modelo da Toyota, que hoje vende uma média de 1.500 unidades por mês. Depois de andar no Commander, a impressão que fica é que essa meta será cumprida sem grandes dificuldades.

 

Ficha técnica

Jeep Commander 2022 Overland TD380 2.0 16V diesel automático integral 4p
Preço R$ 279.990 (08/2021)
Categoria SUV grande
Motor 4 cilindros, 1956 cm³
Potência 170 cv a 3750 rpm (diesel)
Torque 38,7 kgfm a 1750 rpm
Dimensões Comprimento 4,769 m, largura 1,859 m, altura 1,7 m, entreeixos 2,794 m
Peso em ordem de marcha 1908 kg
Tanque de combustível 61 litros
Porta-malas 233 litros
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