O brilhante futuro previsto para o Nano, o carro indiano da Tata que é o considerado o mais barato do mundo, até hoje não se tornou realidade. Pelo contrário. De sucesso certo, o diminuto veículo passou por vários problemas em sua estreia.

Antes mesmo de começar a ser vendido, a fábrica que estava sendo construída especialmente para o Nano precisou ser transferida para outra localidade devido a protestos de agricultores da região originalmente escolhida. Depois, incêndios involuntários mancharam sua reputação ao deixá-lo com a imagem de carro frágil.

As vendas também não embalaram como se imaginava e os planos de exportação, inclusive para a Europa, foram suspensos. Agora, a Tata volta a anunciar que o Nano será vendido em outros países nos próximos meses, mas a estratégia é bem mais modesta.

Três países foram anunciados nesta semana – Tailândia, Bangladesh e Sri Lanka – não por coincidência, mercados próximos ao indiano. Mas a Tatá lançará o Nano um a um para evitar problemas: “nosso carro é um diamante bruto que precisa ser polido”, disse Carl-Peter Foster, CEO da Tata.

Brasil é candidato

Segundo uma fonte do jornal The Telegraph, da Índia, “Turquia, Romênia e Brasil estão interessados em importar o Nano”, mas sem revelar como ou quando isso será feito.

Na época do lançamento do Nano, a Fiat discutiu uma parceria com a Tata que envolvia a montagem conjunta de uma picape média e também a distribuição do modelo no Brasil pela rede de concessionárias da montadora italiana, mas as conversas foram encerradas mais tarde.

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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/

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