A Bugatti está comemorando seus 110 anos de existência: em 1909, Ettore Bugatti mudou-se com a família para Molsheim e, pegando seu destino com as próprias mãos, decidiu fundar sua própria empresa e entrar, definitivamente, para a história da indústria automotiva mundial. E para celebrar o legado de Ettore, a Bugatti começa as festividades na 44ª edição da Rétromobile Show, mostra que acontece desde 1976 reunindo veículos clássicos em Paris, França.

Já que nem todo mundo pode ir à Paris para ver quais carros a marca está expondo, aqui você confere as fotos dos dois modelos: um Type 55 de 1932 e um EB 110 GT de 1994. "Os dois modelos apresentados aqui representam o brilhantismo da nossa história e as diferentes fases que passamos. Todos os sucessos e desafios acompanharam a nossa trajetória e fizeram o que é a Bugatti hoje", afirmou Stephan Winkelmann, presidente da marca francesa.

Após uma pequena pausa na produção devido à Primeira Guerra Mundial, Ettore Bugatti começou a perceber a glória quando, mesmo enfrentando a crise econômica mundial de 1929, continuou crescendo e viu sua marca ser uma das mais desejadas nos anos 1930. Dentro deste sucesso estava o Type 55.

Anteriormente, o Type 51 - carregando toda a herança do Type 31 - era o carro mais aclamado nas pistas da Europa. Com essa bagagem, a Bugatti começou a projetar um carro que fosse ainda melhor que o Type 51 e que fosse voltado também para as rodovias. Sua velocidade máxima impressionou, à época, ao atingir os 180 km/h. Foram produzidas 38 unidades deste clássico, tanto nas versões roadster quando cupê.

Já o EB 110 foi um desafio que a marca impôs a si mesma: construir um carro para comemorar os 110 anos do nascimento de seu fundador. E dá para dizer que conseguiram: o carro tem motor 3.5 V12 que entrega 560 cv e 62,3 kgfm de torque e se tornou um dos veículos mais rápidos de sua época, alcançando 351 km/h na versão topo de linha EB 110 SS (Super Sport).

Desde 2005 a Bugatti confecciona seus carros no atelier em Molsheim (França) e já construiu ícones da indústria, como o Veyron 16.4 e seus sucessores, Chiron, Chiron Sport e Divo. Cada um com sua peculiaridade, mas algo em comum: um motor de 8 litros, quad-turbo W16. "Tradição e legado são um grande privilégio, mas também representam uma responsabilidade maior. Administrar o nome e a marca Bugatti traz o desafio de continuar crescendo de maneira consistente e sustentável", resumiu o presidente da marca.

Vinicius Montoia

Formado pela PUC-SP em jornalismo, Vinicius já atua no setor automobilístico desde 2013. É criador do canal Narração Esportiva do Youtube, projeto que conta a história dos maiores narradores esportivos do país

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