BYD avança rumo a produção nacional, com testes finais em fábrica na Bahia

Novas etapas da fábrica baiana devem permitir produção nacionalizada em 2027, com mais 500 contratações previstas até o fim deste ano
BYD Dolphin Mini

BYD Dolphin Mini | Imagem: Divulgação

No começo desconfiavam de que a fábrica da BYD na Bahia seria só um lugar para juntar peças vindas da China. A marca chinesa veio com o tempo respodendo isso com bons números e no aniversário de um ano do complexo de Camaçari (BA), a empresa anunciou que os novos galpões de soldagem e pintura estão com as obras concluídas e já passam pelos testes operacionais finais.

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Hoje, boa parte dos carros montados em Camaçari (BA) tem componentes que chegam prontos.Quando a fábrica passa a soldar a carroceria, pintar e estampar as chapas de aço por conta própria, o carro começa a nascer aqui, praticamente do zero. É isso que a indústria chama de nacionalização da produção, e a BYD quer chegar lá no início de 2027.

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Falta só uma peça do quebra-cabeça

BYD
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Imagem: Divulgação

Enquanto soldagem e pintura entram na reta final, o galpão de estamparia (onde as chapas metálicas ganham o formato das portas, do capô e das laterais) segue em obras, já em estágio bem avançado.

É ele que vai completar a estrutura necessária para a produção nacionalizada. Para dar conta dessa nova fase, a BYD já contratou mais de 1.100 profissionais, que estão em treinamento e vão formar as primeiras equipes totalmente dedicadas às novas unidades.

Até o fim de 2026, a empresa promete mais 500 contratações diretas para os times de soldagem, estamparia e pintura. Alexandre Baldy, Vice-Presidente Sênior da BYD do Brasil, não economizou nas palavras ao comentar o primeiro ano da fábrica. “O mercado tradicional dizia que a BYD no Brasil seria apenas uma montadora de peças importadas e que a eletrificação demoraria décadas para virar realidade em escala nacional.

Estavam completamente enganados”, disse o executivo, lembrando que, em apenas um ano, a operação colocou mais de 130 mil carros nas ruas. O Dolphin Mini, King, Song Pro e Atto 2 saem da linha baiana por exemplo.

Evolução da fábrica foi rápida

BYD
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Imagem: Divulgação

A produção começou em outubro de 2025 com um único turno, ganhou o segundo no primeiro trimestre de 2026 e agora a empresa já se mobiliza para colocar o terceiro turno para rodar ainda este ano.

E está assim também nas contratações. Foram só 60 dias para chegar aos primeiros mil funcionários diretos. Seis meses depois, esse número já tinha triplicado, com 3 mil pessoas.

Aos 250 dias de operação, eram 5,5 mil trabalhadores. E agora, no aniversário de um ano, o complexo soma 9 mil empregos diretos, com a meta de fechar 2026 com pelo menos 10 mil.

O que também tem ajudado a Bahia no sentido de que a BYD já é o segundo maior empregador do setor industrial baiano, e 90% dos seus funcionários são do próprio estado, a maioria de Camaçari (BA).

Quando estiver em plena operação, o projeto deve gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos, puxando junto toda a cadeia de fornecedores e serviços.

E a capacidade vai dobrar e depois dobrar de novo, pois hoje, a planta de Camaçari consegue produzir 150 mil veículos por ano e querem chegar a 300 mil. E o plano de longo prazo é maior ainda, segundo o Wang Chuanfu, CEO global da BYD, ele afirmou na inauguração que a meta é alcançar 600 mil carros por ano.

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.