BYD marca data para lançamento do novo Dolphin Mini; saiba quando chega ao Brasil
Hatch elétrico ficará maior e mais sofisticado entre as principais novidades
A BYD prepara uma transformação significativa para seu carro elétrico de entrada. A segunda geração do Seagull, conhecido no Brasil como Dolphin Mini, será apresentada na China em 20 de outubro de 2026, com mudanças expressivas no tamanho, no design e na tecnologia embarcada.
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Uma das principais novidades é a adoção de um sensor LiDAR instalado no teto, equipamento que utiliza pulsos de laser para mapear o ambiente ao redor do veículo e auxiliar sistemas avançados de assistência ao motorista. A tecnologia, geralmente associada a modelos mais sofisticados, representa um avanço importante para um carro elétrico posicionado na faixa de entrada da fabricante chinesa.
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No mercado brasileiro, entretanto, a novidade ainda vai demorar. A previsão é que o novo Dolphin Mini chegue ao Brasil não antes de 2028, enquanto a geração atual deverá continuar à venda no país. Com isso, os dois modelos poderão conviver no mercado brasileiro, ampliando as opções para os consumidores interessados em um carro elétrico compacto.
Novo BYD Dolphin Mini fica maior

Imagem: Reprodução/Autohome
A mudança mais expressiva está nas dimensões da carroceria. De acordo com os dados preliminares divulgados na China, a segunda geração mede 4,205 metros de comprimento, 1,810 m de largura e 1,570 m de altura. A distância entre eixos é de 2,650 m.
Em comparação com o Seagull atual, o aumento é de 42,5 centímetros no comprimento total e de 15 cm na distância entre eixos. A ampliação das proporções representa uma mudança substancial para o modelo, que passa a ter dimensões mais próximas às de veículos de categorias superiores.
O entre-eixos maior pode favorecer o espaço disponível na cabine, especialmente para os ocupantes dos bancos traseiros. A BYD, contudo, ainda não divulgou todos os detalhes sobre a habitabilidade, a capacidade do porta-malas e o aproveitamento interno da nova carroceria.
O crescimento também poderá alterar o posicionamento do Dolphin Mini dentro da linha da fabricante. A manutenção da geração atual no Brasil permitiria à marca oferecer duas alternativas com propostas e dimensões diferentes, embora os preços e a estratégia comercial para cada versão ainda não tenham sido anunciados.
Design renovado por dentro e por fora

Imagem: Divulgação
A dianteira do novo Seagull apresenta uma superfície fechada, linhas geométricas marcantes e faróis poligonais. O conjunto tem aparência mais elaborada que o do modelo atual, mas preserva elementos que ajudam a identificar o carro como integrante da família de elétricos compactos da BYD.
Nas laterais, as maçanetas semi-ocultas, as rodas em preto brilhante e o acabamento diferenciado das colunas contribuem para uma aparência mais sofisticada. Na traseira, o modelo estreia novas lanternas e um elemento visual distinto na parte inferior do para-choque.
A gama chinesa deverá oferecer seis opções de cores externas. Ainda não há informações sobre quais tonalidades poderão ser disponibilizadas no Brasil quando o novo Dolphin Mini chegar ao país.
O interior também passa por uma reformulação. O painel adota um desenho minimalista, com uma tela central maior e mudanças na disposição dos comandos. O quadro de instrumentos tradicional à frente do motorista desaparece na configuração descrita para a nova geração.
Apesar da digitalização, alguns controles físicos foram preservados para permitir o acesso a determinadas funções sem depender exclusivamente da tela sensível ao toque. O volante de dois raios, a área para carregamento sem fio de smartphones e o amplo compartimento central de armazenamento completam o conjunto.
LiDAR é destaque entre os equipamentos

Imagem: Divulgação
A instalação do LiDAR no teto está entre as novidades tecnológicas mais relevantes da segunda geração. O sensor utiliza pulsos de laser para identificar objetos, calcular distâncias e mapear o ambiente ao redor do veículo.
Essas informações podem contribuir para o funcionamento de sistemas avançados de assistência à condução, dependendo da integração com câmeras, radares, computadores e demais componentes eletrônicos do automóvel.
A BYD ainda não detalhou todas as funcionalidades que estarão disponíveis nem as diferenças entre os níveis de acabamento. Portanto, a presença do LiDAR não significa, por si só, que o veículo terá capacidade de condução autônoma completa.
Também não há confirmação de que todos os equipamentos previstos para o mercado chinês serão oferecidos na configuração destinada ao Brasil. Como a chegada ao país está prevista para não antes de 2028, a lista definitiva de recursos ainda poderá sofrer alterações.
Motor elétrico de até 129 cv

Imagem: Divulgação
Na parte mecânica, os dados preliminares indicam a utilização de um motor elétrico síncrono de ímã permanente, identificado pelo código TZ164XYB. Produzida pela Zhengzhou BYD Auto, a unidade desenvolve potência máxima de 95 kW, equivalente a aproximadamente 129 cv.
A nova geração continuará utilizando propulsão totalmente elétrica. Entretanto, a BYD ainda não divulgou todas as especificações do conjunto mecânico nem confirmou se haverá diferentes configurações de potência e desempenho.
A bateria poderá utilizar a segunda geração da Blade Battery, com química de fosfato de ferro-lítio (LFP) e suporte à tecnologia de recarga rápida Flash Charging. Esses recursos, porém, ainda dependem de confirmação na configuração definitiva do veículo.
A capacidade da bateria, a autonomia oficial e os tempos de recarga não foram divulgados. As células e a montagem do conjunto são atribuídas à Shaoxing FinDreams Battery, empresa ligada ao ecossistema industrial da BYD.
Essas informações serão importantes para avaliar a evolução do Dolphin Mini em relação ao modelo vendido atualmente no Brasil, especialmente em aspectos como autonomia, eficiência energética e praticidade nas viagens.
Novo Dolphin Mini chega ao Brasil somente a partir de 2028

Imagem: Divulgação
Apesar da apresentação prevista para 20 de outubro de 2026 na China, o novo Dolphin Mini não deverá desembarcar no mercado brasileiro antes de 2028. Até lá, a geração atual deverá continuar sendo comercializada no país.
A perspectiva é que as duas gerações convivam no mercado brasileiro após a chegada da novidade. Essa estratégia permitiria à BYD manter uma opção elétrica compacta já conhecida dos consumidores e acrescentar uma alternativa maior, com design atualizado e mais recursos tecnológicos.
Os preços, as versões e os equipamentos destinados ao Brasil ainda não foram anunciados. Também será necessário aguardar informações oficiais sobre a configuração mecânica que poderá ser oferecida no país.
