Ricardo Meier

Comenta o mercado de vendas de automóveis e tendências sustentáveis

Com Fiat liderando e Toyota em 2º, mês de julho é o mais maluco em vendas nos últimos anos

Fábricas paradas fizeram a Chevrolet terminar apenas na 7ª colocação no ranking. Argo, Strada e Mobi dominam lista dos mais vendidos

Se fosse um campeonato de Fórmula 1, o mercado de veículos novos no Brasil teria passado por uma “corrida na chuva” em julho. Assim como o GP da Hungria, neste final de semana, que terminou de forma pouco previsível, o ranking de emplacamentos experimentou seu mês mais atípico.

A começar pela liderança do Argo, o hatch compacto da Fiat que nunca teve lá muito destaque. A marca italiana, aliás, dominou o “pódio” no mês passado, graças às vendas da Strada e do Mobi, que desbancou o HB20 na reta final.

Somados à Toro e aos Jeep Renegade e Compass, a Stellantis faturou seis dos 10 primeiros lugares. Só quebraram a monotonia o Hyundai, o Kwid, da Renault, e dois modelos da Toyota, a Hilux e o SUV Corolla Cross.

Por falar em Toyota, a montadora japonesa também quebrou a escrita a ser a vice-líder no mercado, com 18,6 mil emplacamentos, à frente da Volkswagen. Como já tem sido comum, o estreante utilitário esportivo teve seu melhor momento até aqui com 5.068 unidades emplacadas, 8º no ranking de julho.

Ranking de janeiro a julho
Enquanto o Argo alçou o voo, o Onix e Gol despencam
Imagem: AUTOO

Fábricas paradas

O principal causador da lambança geral responde por “falta de insumos e componentes”. A crise no fornecimento de peças cruciais, sobretudo os chips, têm obrigado muitas fabricantes a interromper a produção. Quanto mais sofisticado é o carro, pior, mas até modelos populares como o Gol e o Voyage, têm sido afetados pelo problema.

Com fábricas paradas e concessionárias vazias, Volkswagen e Chevrolet têm sentido o golpe com mais força. No mês passado, a VW terminou em 3º, com queda de 5 mil carros em relação a junho, e 13 mil unidades se comparado a julho de 2020.

A GM, então, não conseguiu vender mais de 9,4 mil veículos, caindo para 7º lugar, atrás da Renault. Mas vale dizer que até mesmo as marcas da Stellantis andam perdendo fôlego. A Jeep empacou na faixa das 13,5 mil unidades por mês há três meses e até a Fiat apresentou uma ligeira queda em relação a junho, terminando o mês com 43,7 mil unidades emplacadas.

Vale dizer que a Ford, dona da própria crise, foi somente a 13ª marca mais vendida do Brasil em julho. Foi salva pela recuperação da Ranger, caso contrário poderia ter sido superada por Mitsubishi e até a BMW.

Ao contrário da F1, a “previsão de tempo” para os próximos meses será de “mais chuva”.

Veja nossas páginas especiais do ranking:

Marcas mais vendidas em 2021
Veículos mais vendidos em 2021
Marcas mais vendidas em julho de 2021
Veículos mais vendidos em julho de 2021

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