Era 1989 e a Land Rover ainda mal havia iniciado sua jornada para tornar-se uma marca com uma linha de produtos mais variada, confortável e luxuosa. O Defender, jipe que deu origem à marca, nem era chamado assim, apenas levava um número – 90 ou 110, por exemplo. O Range Rover, top da linha até hoje, havia sido lançado há apenas dois anos para agradar o público norte-americano.

Então chegava o Discovery, um modelo intermediário que oferecia conforto e um bom desempenho off-road, além de ser mais barato que o luxuoso Range Rover. A primeira versão chegou ao mercado exatamente no dia 16 de novembro e trazia o inovador para época motor com injeção direta de diesel.

Desde então, cerca de 900 mil unidades foram vendidas em 91 países. A maior característica visual do modelo é o ressalto traseiro do teto, que incorpora pequenas janelas nas laterais.

Como é tradição na Land Rover, a plataforma original do Discovery teve longa carreira: permaneceu praticamente intacta entre a primeira e a segunda geração. Apenas em 2004 a Land Rover lançou o futurista Discovery 3 que lembra vagamente seu antecessor, mas cujo design surpreendeu pelos cortes retos na carroceria. Não era só. Por dentro, o Discovery ganhou muita eletrônica e conforto, afastando-se definitivamente dos tempos rudes da Land Rover.

Este ano, a Land Rover lançou o Discovery 4, um facelfit sobre a geração anterior e que está prestes a chegar ao Brasil.

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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/