Dolphin Mini e outros elétricos em alta sobem procura por recarga; saiba preço da instalação
Mercado de carregadores residenciais cresce no Brasil, enquanto rede pública registra mais de 25 mil pontos
Carro elétrico deixou de ser coisa de nicho. O Brasil emplacou cerca de 167 mil veículos eletrificados só entre janeiro e maio deste ano, um aumento de 135% em relação ao mesmo período de 2025.
VEJA TAMBÉM:
Para ter ideia do tamanho disso, em 2025 já tinha sido um ano que marcou, com mais de 220 mil unidades vendidas, sendo 13% do mercado de veículos leves. Este ano, a expectativa é ultrapassar 300 mil.
Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.
O que muda para quem compra um elétrico?

Bastante coisa, começando pelo abastecimento. Esqueça a fila no posto. A maioria dos donos de elétrico carrega o carro em casa, de noite, enquanto dorme. A garagem, virou quase um posto particular.
Com mais carros elétricos nas ruas, a procura por carregadores residenciais não para de crescer. Segundo Júnior Miranda, CEO da GreenV, empresa no setor que já instalou mais de 15 mil pontos de recarga pelo país, esse segmento movimenta hoje cerca de R$ 1 bilhão no Brasil e pode chegar a R$ 3 bilhões nos próximos anos.
A opção mais simples é usar a tomada convencional com um carregador portátil, mas aí o problema é o tempo porque isso pode levar mais de 24 horas para uma carga completa.
Quanto custa
O ideal para o dia a dia é o wallbox, o carregador de parede que exige uma instalação elétrica adequada, mas que reduz o tempo de recarga para entre 4 e 8 horas. Os modelos variam de 7,4 kW a 22 kW de potência, e o custo total fica entre R$ 4.500 e R$ 13.000, somando equipamento e instalação.
A rua também está crescendo

Imagem: Divulgação
Quem não tem garagem ou está viajando pode contar com a rede pública, que também cresceu muito. O Brasil chegou a 25.429 pontos de recarga públicos e semipúblicos em maio desse mês, um aumento de 20,7% em apenas três meses, segundo levantamento da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) em parceria com a plataforma Tupi.
Os carregadores rápidos (DC) são os que mais estão crescendo, com aumento de 32,8% no período. Eles já representam 34% da rede nacional, e em algumas regiões isso foi ainda maior. O Norte do país, por exemplo, registrou alta de 51% nos carregadores rápidos, puxado por corredores logísticos e rodoviários.
Hoje, a rede já está em 1.788 cidades brasileiras, um aumento de 8,4% em relação a fevereiro. Aos poucos, os carros elétricos estão deixando de ficar só nas capitais e passando a chegar também a cidades médias e destinos turísticos.
Condomínio, lei nova e energia solar

Imagem: Reprodução/ Imagem gerada por IA
Por muito tempo, quem mora em apartamento tinha dificuldade para instalar um carregador na própria vaga. Em São Paulo, isso começou a mudar com a Lei 18.403/2026, que dá esse direito em condomínios.
Com isso, os carregadores mais lentos (AC), que estavam crescendo pouco, voltaram e subiram 15,4% em três meses, quase o mesmo que tinham crescido em todo o ano anterior.
Outra opção é combinar o carro elétrico com painéis solares. Para Miranda, é aí que a conta fecha de vez: “Quando combinamos mobilidade elétrica com energia solar, o ganho econômico e ambiental se multiplica.”
