E agora, Lula vai preferir andar de Blazer EV ou de BYD Tan?
Presidente da República passou a ter à disposição elétricos de duas marcas para deslocar-se em Brasília
Recentemente a General Motors anunciou que concedeu em comodato (empréstimo sem cobrança) quatro Chevrolet Blazer EV para uso pela Presidência e Vice-Presidência da República – ou seja, para uso livre por Lula e Geraldo Alckmin.
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Além dos carros, a GM, em parceria com a WEG, ainda instalou três carregadores no Palácio do Planalto, sendo dois lentos (AC) e um rápido (DC).
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VAI PREFERIR QUAL?

Imagem: Divulgação
Me ocorreu então que a BYD já tinha em andamento um comodato com a Presidência da República desde janeiro de 2024, quando cedeu um Tan e um Dolphin Plus por um ano. Esse acordo foi renovado, no começo de 2025, até janeiro de 2026. Consultada, a assessoria de imprensa da BYD afirmou que o comodato continua vigente. Portanto, pelo menos até o fim do ano Lula poderá escolher em qual elétrico prefere andar por Brasília – se no da Chevrolet ou da BYD.
Divagando, e pensando com a cabeça de um jornalista automotivo, acredito que de início Lula deverá certamente escolher a Blazer EV (se é que os protocolos presidenciais, os quais desconheço, lhe dão essa possibilidade).
Afinal, é novidade, né? Todo mundo quer andar e conhecer um carro novo. Mas é capaz que aproximando-se do fim do ano ele passe a preferir o Tan, meio como uma despedida daquele veículo que, afinal de contas, o serviu por quase dois anos. Ou será que ele não liga para isso? Afinal, ele não dirige os carros...
Comparando fichas técnicas a briga é boa: são sete lugares no BYD contra cinco na Blazer EV – porém o Chevrolet, apesar de um pouquinho menor (4.884 mm de comprimento total contra 4.970 mm), tem entreeixos maior (3.094 mm contra 2.820 mm). Ou seja, a Blazer EV é em tese mais confortável para os passageiros do banco traseiro, onde Lula e outras autoridades costumam ir.
Em desempenho o Tan não deixa margem, graças aos dois motores elétricos contra só um do Chevrolet: faz o 0 a 100 km/h em 4,9 segundos ante 5,8 s do concorrente – pois a potência é bem maior, 517 cv do BYD contra 347 cv do Chevrolet.
Mas, como se poderia imaginar, a Blazer EV responde nos números de autonomia, por boa distância: 481 quilômetros contra 430.
REPRESENTANTES DOS DOIS LADOS

Pensando bem pode ser interessante à Presidência da República contar em tempos de guerra comercial com os elétricos das duas marcas, justamente por serem representantes das duas maiores potências econômicas mundiais.
Imagine um representante do governo brasileiro indo a um compromisso oficial de negociação com um par chinês, em busca de compensar os efeitos do tarifaço estadunidense, chegando de Chevrolet, marca dos Estados Unidos, mesmo que seja a Blazer EV fabricada no México: não pegaria bem.
Do mesmo jeito talvez soaria como provocação o representante brasileiro chegar a encontro com oficial estadunidense para tratar do tarifaço a bordo de carro chinês: azedaria as coisas antes da primeira palavra.
Só é triste perceber que o governante máximo brasileiro, ao menos em termos de carro elétrico, só tem opções importadas, e nenhuma nacional, para se locomover. Me lembra a época em que a Anfavea tentava negociar cotas para carros importados do México enquanto todo o primeiro escalão governamental andava de Ford Fusion...
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