Exeed VX: conheça o SUV de luxo da Chery que vem para o Brasil

Nova marca chinesa deve estrear por aqui em 2022
Exeed VX Lanyue

Exeed VX Lanyue | Imagem: Divulgação

Não é segredo para ninguém que a CAOA Chery prepara o lançamento da Exeed no Brasil. A marca de luxo da Chery deveria chegar neste ano, mas a chegada ficou para o ano que vem. Seja como for, caberá ao VX a responsabilidade de estrear a nova marca por aqui.

Enquanto não desembarca em solo brasileiro, o SUV já foi avaliado pelo site russo Kolesa. A conclusão foi que o projeto chinês é acertado, mas ainda precisa evoluir.

Acabamento é de qualidade

O VX foi desenhado pela equipe do designer Kevin Rice, que já trabalhou em grandes marcas europeias e atualmente está no badalado estúdio Pininfarina. O estilo sóbrio foi definido como “excelente” pelos russos, “sem o extremismo estético dos coreanos”.

O acabamento é de boa qualidade com plásticos bem encaixados. Os jornalistas apontam que alguns detalhes denotam qualidade de construção, como “as portas que se fecham com um som e esforço agradáveis”. Neste quesito, o Kolesa aponta que o VX está no mesmo nível de modelos japoneses e coreanos de sua categoria.

A cabine traz duas telas de 12,3 polegadas. O painel de instrumentos digital oferece três temas e um visual bastante moderno - e por vezes até rebuscado. Pelo menos nem é preciso consultar as informações no painel, já que os dados mais importantes são duplicados no para-brisa por meio do head up display.

Embora seja bem completa, a central multimídia comete alguns deslizes. A unidade avaliada pelo Kolesa tinha erros de grafia em russo e até algumas informações escritas em mandarim. Pelo menos o sistema de som da Sony com 12 alto-falantes foi bastante elogiado pela qualidade, assim como a iluminação ambiente feita por LEDs. E há espaço de sobra para sete passageiros.

Motor e câmbio não conversam

Ao volante, o VX causa uma impressão positiva. No mercado russo, o SUV é vendido em duas versões de acabamento, ambas com um motor 2.0 TGDI movido a gasolina, que entrega 249 cv e torque máximo de 39,2 kgfm, disponíveis já a partir de 1.750 rpm. A transmissão é automatizada de dupla embreagem com 7 marchas, fabricada pela Getrag.

Apesar do bom comportamento, os russos destacam que o acelerador não tem uma resposta linear. “Não há reação alguma ao mais leve toque do pedal, mas de repente o VX salta para frente inesperadamente”. De resto, porém, o carro se comporta de maneira suave, “sem solavancos ou hesitações nas mudanças de marcha”.

Porém, durante um trecho de serra com subidas mais íngremes, a relação entre motor, transmissão e tração integral se mostrou confusa. “A eletrônica sufoca o motor e a caixa muda as marchas contra a vontade do motorista, então precisei agir algumas vezes”, citou o repórter do Kolesa.

Silencioso, mas com falhas

A suspensão tem calibragem firme e ‘reclama’ ao passar por obstáculos mais altos, como lombadas. Destaque para o ótimo isolamento acústico da cabine, fazendo com o som dos pneus em contato com o asfalto sequer seja escutado.

Os russos apontaram um comportamento um pouco incômodo no funcionamento do assistente de permanência em faixa. “Como acontecia nas primeiras versões do sistema em muitos fabricantes, ele não mantém o veículo no meio da pista, mas o empurra do centro para o lado direito da faixa”.

Durante a avaliação realizada com outros colegas da imprensa local, o Kolesa sofreu com um superaquecimento no sistema de freios do VX. Algumas unidades também tiveram problemas com a temperatura da transmissão.

O primeiro contato com o SUV mostrou também que incursões fora-de-estrada não são o seu ponto forte. “A distância em relação solo é de 200 milímetros, mas não passa de ficção. Além disso, os ângulos de entrada e de saída são pequenos, fazendo com que o Exeed não seja um carro para ser usado em montanhas”.

Projeto ainda precisa melhorar

No fim das contas, o Kolesa afirma que o VX “ainda não pode lutar em pé de igualdade com alguns concorrentes, como Hyundai Palisade e Volkswagen Teramont”. Os jornalistas apontaram que alguns pontos importantes do projeto precisam ser aprimorados, como uma calibragem mais refinada da suspensão e um entrosamento melhor entre motor e transmissão.

Entretanto, a boa relação custo/benefício e a garantia na Rússia de sete anos ou 200 mil quilômetros rodados podem cativar muitos clientes.

Exeed VX Lanyue
Exeed VX Lanyue
Imagem: Divulgação