Golf voltará a ter várias versões fabricadas no México a partir de 2027; saiba quais

Hatch médio é vendido no Brasil apenas na versão GTI para um grupo restrito de clientes e a conta gotas
VW Golf

VW Golf | Imagem: Divulgação

A Volkswagen já havia confirmado a produção do Golf no México a partir de 2027, mas ainda restavam dúvidas como quais versões serão fabricadas lá. Agora, de acordo com o site Automotive News, não apenas a esportiva GTI sairá da linha de montagem, mas uma série de outras também.

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Desde 2021, quem quer um Golf  não apenas no mercado norte-americano, mas em outros também, inclusive, no Brasil, encontra apenas as versões GTI, a partir de US$ 34.590 (cerca de R$ 188,5 mil), ou o esportivo Golf R, que custa US$ 49.455 (R$ 269.530). No mercado brasileiro, o GTI tem preço sugerido de R$ 430 mil se os bancos forem de tecido xadrez e R$ 445 mil se o revestimento for de couro.

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A versão básica, mais em conta, simplesmente saiu de linha. Enquanto isso, concorrentes começam em US$ 25.650, deixando a Volkiswagen sem uma opção na entrada do segmento nos Estados Unidos

A transferência da produção do Golf e do Golf Variant para o México, confirmada há dois anos, pode mudar esse quadro. O CEO do Grupo Volkswagen das Américas, Kjell Gruner, foi claro: "Produzi-lo na América do Norte cria oportunidades para outras variantes do Golf."

Questões políticas

VW Golf na linha de montagem em Wolfsburg (Alemanha). Hatch médio deverá passar a ser fabricado no México
VW Golf na linha de montagem em Wolfsburg (Alemanha). Hatch médio passará a ser fabricado no México Imagem: Divulgação

O obstáculo, como quase sempre, é político. Uma tarifa de 25% sobre a versão de entrada inviabiliza o negócio, segundo o próprio Gruner.

Se cair para 15%, mais próxima do que outros países pagam para exportar carros aos EUA, a conta fecha. Mas essa decisão está nas mãos de Washington, não da montadora. Tudo gira em torno da revisão do USMCA, o acordo comercial entre EUA, México e Canadá.

O governo Trump estuda aumentar a exigência de peças fabricadas na América do Norte de 75% para 82%, com pelo menos metade vindo dos próprios EUA. Para quem produz no México, isso significa custos mais altos e, consequentemente, preços maiores para o consumidor.

Golf no Brasil

Volkswagen Golf GTI
Volkswagen Golf GTI já teve lote de 80 unidades entregues em 2026 e uma leva está a caminho
Imagem: Divulgação

Depois de ter entregue o primeiro lote de 80 unidades do hatch médio esportivo Golf GTI para clientes no Brasil a Volkswagen anuncia abriu a segunda leva de pedidos a partir de 15 de maio. Também disse que os carros serão entregues até o final do ano. Assim como no primeiro lote, as exigências e os preços continuam os mesmos citados acima.

Os que poderão levar o GTI para casa serão apenas aqueles que já tiveram algum modelo das linhas GTS, GTI, GTE ou GLI da marca alemã. Ou ainda Audi, sendo versões S ou RS e Porsche (GTS, Turbo e Turbo S). E não terminam aí as exigências para ter um Golf GTI na garagem. Também haverá uma unidade por CPF ou CNPJ e a a quantidade de unidades vendidas pelo Brasil será limitada entre as regiões onde a marca atua.

Também é necessário fazer uma reserva ao depositar 10% do preço sugerido e existe uma cláusula em contrato para que o comprador ofereça seu GTI primeiro à Volkswagen caso decida revendê-lo. Enfim, com a compra do Golf GTI o cliente  também o acesso ao GTI Experience Club, um clube exclusivo de benefícios e experiências dedicadas aos donos de GTI com viagens, parcerias, eventos, entre diversas outras atividades.

Apesar de ter o mesmo motor do Jetta GLI, o Golf GTI renovado é um pouco mais potente, o Golf GTI renovado é um pouco mais potente, chegando nos 245 cv e 37,7 kgfm, dados para acelerar de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos, conforme a fabricante. Além disso, pelo o que foi divulgado até agora a suspensão recebeu calibragem especial para o Brasil, bem como o mapeamento do 2.0 turbo, para atenter às normas de emissões.

 

 

 

 

 

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.