JAC adia construção de fábrica no Brasil

Marca também suspende expansão de rede de concessionários e justifica que planos dependerão da redução do IPI para fabricantes novas no País

Sergio Habib, presidente da JAC Motors | Imagem: Mauricio Villela

O presidente da JAC, Sergio Habib, declarou que interrompeu os planos de expansão da marca chinesa no Brasil. De acordo com executivo, eles aguardarão o governo baixar o decreto que previa facilitar a entrada de fabricantes estrangeiras, concedendo o direito de importar automóveis com IPI reduzido para aquelas que estão com planos de instalar unidade de produção no País.

Com isso, até segunda ordem, estão congelados o aumento da rede de concessionários, bem como a fábrica em Camaçari (BA).

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Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o executivo declarou que "A medida foi drástica já quando adotada. Mas o dólar à época estava a R$ 1,70. Agora, com o dólar a R$ 2, a operação toda ficou muito cara. Por essa razão é que, sem o decreto do governo rebaixando o IPI, não temos como pensar em aumentar as revendas e muito menos em construir a fábrica na Bahia".

Para Habib, é natural que uma marca que está se instalando em um mercado competitivo, como o brasileiro, tenha o direito de trazer certo volume de carros importados no início da operação, caso contrário, fica inviável se manter.

Para quem não se lembra, em outubro de 2011 a JAC havia anunciado que investiria R$ 900 milhões para construir uma fábrica em Camaçari, na Bahia. Cerca de 80% desse capital, no entanto, viria do grupo SHC, que pertence a Sergio Habib e representa a marca no Brasil.

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