Nissan Kicks será renovado no Japão e com novo sistema híbrido; saiba o que muda
SUV compacto está disponível no Brasil apenas em versões flex, ainda sem eletrificação
A Nissan planeja algumas mudanças no Kicks no Japão, informa o site japonês Best Car. Conforme a publicação, o SUV compacto receberá novos detalhes no desenho e a terceira geração do sistema híbrido e-Power entre as principais mudanças que deverão acontecer entre setembro e outubro.
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Este lançamento é importante para a estratégica da Nissan, cuja versão atual do Kicks está atrás de seus dois principais concorrentes no segmento de SUVs compactos no Japão: o Toyota Yaris Cross e o Honda Vezel (HR-V no Brasil).
A atual geração do Nissan Kicks foi apresentada no Salão de Nova York (EUA), em março de 2024, com dimensões significativamente maiores que as da anterior: 4,36 metros de comprimento, 1,80 m de largura e 1,63 m de altura. E com o mesmo visual adotado no Brasil, onde foi lançado em 2025 e começou a ser fabricado em Resende (RJ).
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As mudanças no visual do Kicks no Japão virão para evitar que um veículo lançado dois anos após sua estreia nos Estados Unidos pareça visualmente ultrapassado para os compradores japoneses, acostumados a lançamentos regulares de modelos em um segmento altamente competitivo.
Espera-se que o Kicks renovado e montado na fábrica de Oppama, no Japão, receba uma reestilização completa e não apenas um modelo importado e rebatizado. Essa produção local está em consonância com a importância simbólica e comercial do Kicks no mercado interno da Nissan e permite que a fabricante adapte melhor o veículo às preferências específicas e aos requisitos regulamentares do Japão.
A terceira geração do e-Power

Imagem: Divulgação
O princípio de funcionamento do sistema e-Power é fundamentalmente diferente do dos híbridos paralelos convencionais. Nesta arquitetura, o motor a gasolina funciona como gerador para alimentar as baterias e não traciona as rodas. Os motores elétricos fornecem toda a propulsão do veículo, utilizando a energia produzida pelo gerador e armazenada em uma bateria de pequena capacidade.
Isso proporciona uma experiência de condução semelhante a de um veículo totalmente elétrico — arranque instantâneo e silencioso, disponibilidade imediata de torque e desaceleração regenerativa — sem as limitações de carregamento externo e com autonomia ilimitada graças ao gerador a combustão interna.
A terceira geração do sistema e-Power deverá trazer melhorias na eficiência energética, na potência disponível e no desempenho acústico em comparação com as versões anteriores — três áreas-chave de aprimoramento para a competitividade do modelo em relação aos rivais da Toyota e Honda, ambos com fortes referências neste segmento em termos de consumo de combustível e prazer ao dirigir.
Vale lembrar que, no Brasil, ainda não há noticia ou previsão da chegada de alguma versão híbrida do Kicks. O que se sabe é que a Nissan vai lançar o SUV médio X-Trail, nos próximos meses, com sistema e-Power, mas ainda da segunda geração, sem as novidades que serão adotadas no mercado japonês.
Interior redesenhado

Imagem: Divulgação
Embora a tecnologia híbrida seja o principal diferencial da versão japonesa do novo Kicks, a transformação do interior é talvez o fator comercial mais crucial para as chances do modelo de reverter a situação com seus concorrentes diretos no mercado japonês.
O Kicks atual tem sido alvo frequente de críticas pelo design interior, considerado muito básico, e pela falta de atratividade — críticas que têm afastado os consumidores japoneses de SUVs compactos, cujas expectativas em relação à qualidade percebida e aos equipamentos de série têm aumentado constantemente.
A Nissan aposta em uma combinação de qualidade interior aprimorada, um pacote generoso de equipamentos de série e um novo design exterior para reposicionar favoravelmente o Kicks na mente dos compradores japoneses de SUVs compactos.
A fabricante identificou claramente a superação da percepção do Kicks como um modelo "econômico" como o principal obstáculo a ser vencido para finalmente competir em pé de igualdade com seus dois principais rivais neste segmento.
