Onix bate seu recorde de vendas histórico em agosto

Hatch compacto da Chevrolet romperá a marca de 20 mil unidades emplacadas pela primeira vez desde 2014 quando Gol e Palio ainda dominavam o mercado
Chevrolet Onix 2019

Chevrolet Onix 2019 | Imagem: Divulgação

Pela primeira vez em 44 meses, um carro conseguiu bater a marca de 20 mil unidades vendidas em um mês. O mérito caberá ao Chevrolet Onix, líder geral de vendas desde 2015, justamente quando o mercado foi impactado pela crise econômica.

O hatch compacto já havia acumulado até 30 de agosto 19.923 carros emplacados, ou seja, deverá fechar bem acima dos 20 mil unidades em agosto. Para se ter uma ideia, a melhor marca do Onix ocorreu em novembro do ano passado quando vendeu 18.611.

Atingir esse volume de vendas passou a ser algo raro no Brasil desde que não apenas a crise se espalhou mas também porque os veículos vendidos aqui deixaram de ser básicos. Com mais conteúdo, os preços subiram e a fatia de potenciais clientes diminuiu na mesma ordem.

Antes dessa época, carros como o Gol, Palio e Uno chegavam a passar de 30 mil unidades por mês, mescla de preços bem mais baixos que o do Onix e também das vendas no atacado para frotistas. Aposentados compulsoriamente desde que o governo exigiu itens como airbags e ABS esse segmento praticamente desapareceu hoje em dia.

Dois Onix

Apesar disso, o Onix segue como um dos poucos veículos que trabalha bem dois segmentos, o de clientes finais e também os corporativos. Apenas para ilustrar, o Chevrolet vende quase o dobro do HB20 no varejo, ou seja, para clientes “pessoa física”. Já nas vendas diretas, o Onix tem um volume quase quatro vezes maior que o do Hyundai. Ou seja, 38% das vendas são para empresas, diferentemente do Gol, 5º colocado no ranking geral, mas que tem no público corporativo mais de 62% dos seus clientes.

O resultado também chama a atenção pelo fato de o Onix ter hoje um maior número de rivais, muitos deles mais modernos e bem equipados. Como mostramos recentemente, o modelo da Chevrolet mal viu sua participação cair em 2018. Agora, com o recorde, a concorrência vai precisar se mexer ainda mais.

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