A Opel não é uma marca estranha para os brasileiros. Até pouco tempo atrás, eram seus modelos que a GM produzia no Brasil sob a alcunha “Chevrolet”, mais conhecida do nosso consumidor.

Sediada na Alemanha, a marca europeia sofisticou seus modelos na última década para acompanhar seus rivais no continente e isso tornou impossível para a filiar brasileira utilizá-los como base de seus veículos nacionais. O Corsa, por exemplo, já tem nova geração na Europa, assim como as minivans Zafira e Meriva, e o hatch Astra.

Mas a estratégia de se dedicar exclusivamente ao velho continente tornou a Opel frágil. Bastou a crise financeira nos países desenvolvidos surgir para quase fazê-la desaparecer. Depois de uma dura negociação, a GM manteve a Opel em seus braços, mas mudou sua filosofia. Agora, a montadora precisa ampliar seus mercados para fora do continente.

Israel e Austrália são dois mercados já eleitos, mas a grande novidade foi anunciada esta semana. O Chile será o palco de estreia da marca na América do Sul. Embora pequeno, o país é aberto a importados e possui um público mais eclético e exigente.

Longe do Brasil

O início da operação está marcado para 2011 e os volumes serão pequenos – a montadora ainda não definiu quais modelos serão comercializados lá. A notícia certamente animará uma legião de fãs da GM que admiram os produtos da Opel no Brasil, mas a vinda para cá é quase impossível, ao menos por enquanto.

A GM brasileira ganhou mais força na matriz a agora desenvolve seus próprios produtos, mais simples e derivados de plataformas variadas, sobretudo desenvolvidas na Coréia do Sul. Como revelou a presidente da GM no Brasil, Denise Johnson, “podemos utilizar componentes criados pela Opel, mas não seus projetos completos”.

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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/