Renault Alaskan é lançada na Colômbia

Primeira picape média da marca francesa chegará para disputar mercado com Toyota Hilux e Chevrolet S10
Renault Alaskan 2017

Renault Alaskan 2017 | Imagem: Divulgação

Bastou divulgarmos nosso especial sobre picapes que uma excelente notícia foi divulgada nesta quinta-feira (30). A Renault acaba de apresentar na Colômbia a versão final da Alaskan, modelo que vai marcar sua entrada no segmento de picapes médias, hoje dominado no Brasil pela Toyota Hilux.

Desenvolvida pelas equipes da França, Japão e América Latina, a Alaskan quer se diferenciar dentro do segmento pelo design mais caprichado (bem próximo ao conceito de 2015), a robustez e o conforto ao rodar. A suspensão traseira multibraço, algo raro de se ver no segmento, promete ser um atributo importante do modelo. Esse tipo de configuração oferece um nível maior de qualidade dinâmica e eficiência na absorção de imperfeições do asfalto, porém raramente é encontrado em utilitários capazes de levar 1 tonelada na caçamba como a Alaskan.

Para as atividades fora do asfalto, a Renault destaca como atributos a boa distância em relação ao solo de 23 cm e o desenho da carroceria especialmente pensado para favorecer os ângulos de ataque e saída. A picape será capaz de rebocar até 3,5 toneladas e mostra que a Renault soube projetar o produto com cuidado. A caçamba, por exemplo, traz protetor reforçado, resistente aos raios ultravioleta, com acabamento antideslizante e repelente a água. O compartimento para carga também traz suporte para bicicleta, ganchos para fixação da carga e tomada 12V.  

O conforto para os passageiros foi bem calculado na Alaskan e a Renault anuncia que os ocupantes do banco traseiro terão uma distância de 589 mm entre o encosto dos bancos dianteiros e o assento traseiro, portanto uma boa área para pernas e joelhos. Outro ponto que a marca destaca é a inclinação do encosto traseiro, de 23º, bom para garantir uma acomodação mais relaxada. Para os passageiros da frente, a Alaskan oferecerá bancos com regulagem elétrica em 8 posições nas versões mais caras. O ar-condicionado digital terá duas zonas e saídas de ar para o banco traseiro.

Assim como a Volkswagen Amarok atual, a Renault apostou no downsizing para o motor. A Alaskan é movida por um 2.3 biturbo a diesel disponível em versões com 160 cv e 190 cv. Dependendo do mercado, a Alaskan também será oferecida com um 2.5 a gasolina de 160 cv. Ela contará com tração 4x2 ou 4x4 (incluindo reduzida) e os câmbios poderão ser um manual de 6 marchas ou um automático de 7 velocidades.

Na área de conforto e conveniência, a Alaskan terá uma central multimídia com tela de 7” e navegador integrado. As versões mais caras terão chave presencial para abertura de portas e partida do carro além de um interessante recurso que permite monitorar 360º ao redor do carro, semelhante ao que o Nissan Kicks vai estrar por aqui. A tecnologia é muito interessante, em especial em um veículo de grande porte como uma picape média.

Atualmente produzida no México, a Alaskan também sairá das fábricas da Renault na Argentina, de onde chegará ao Brasil, e Espanha. O primeiro mercado que vai contar com a Alaskan nas lojas será a Colômbia, marcando a força do segmento em nossa região. Com um mercado para este tipo de veículo crescendo cada vez mais, a Renault projeta que a participação das picapes médias vai saltar de 17% para 19% entre 2014 e 2019. Já o segmento abaixo, hoje representado por Renault Duster Oroch e Fiat Toro, passará de 3% neste ano para 35% até o fim desta década. Em 2015, as picapes médias abocanharam 17,4% das vendas de veículos novos na América Latina. 

É quase certo que a Alaskan seja um dos destaques da Renault no Salão de São Paulo, em novembro, sendo que a marca anuncia o início das vendas no Brasil somente a partir de 2018.  

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