Renault Megane E-Tech chega com visual arrojado e o Volvo EX30 na mira

Modelo elétrico mostra conjunto moderno e bom espaço por R$ 280 mil, mas não espere um desempenho de tirar o fôlego
Renault Mégane E-Tech

Renault Mégane E-Tech | Imagem: Carlos Guimarães

A Renault traz o Megane E-Tech ao Brasil para entrar com mais força na grande onda de modelos eletrificados que vem por aí. O carro chega por R$ 279.900 e tem entre os principais concorrentes o Volvo EX30, SUV elétrico que chegou por R$ 219.950, mas chega a R$ 279.950 em sua versão top de linha.

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Pois é, agora o Megane não é mais um hatch nem perua ou sedã. Passou a ser uma espécie de crossover, com ares de SUV com o lado esportivo mais acentuado. Ficou arrojado, com linha de cintura alta, belas rodas de aro 18 montadas em pneus 195/60R, faróis e lanternas full led, portas traseiras com maçanetas embutidas nas colunas e um vidro traseiro bem estreito, entre os pontos mais marcantes.

Com esse visual arrojado o carro merece um desempenho à altura. Pelas nossas primeiras impressões ao volante, não há do que reclamar. Mas não é nada que vai surpreender. Selecione o modo esportivo pelo botão no volante, pise fundo no acelerador e terá uma boa aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos, algo próximo que um VW Golf GTI MK7 é capaz de fazer. De qualquer forma, pense no Megane E-Tech como um modelo familiar acolhedor e que pode ser ágil o suficiente para ultrapassagens seguras.

A suspensão nos pareceu preparada para passar em piso irregular com certa facilidade, mas ainda bem que a unidade avaliada não estava com rodas de aro 20, o que iria prejudicar o nível de conforto e aumentar os solavancos. Nas curvas, o carro transmite segurança, ajudado pelo centro de gravidade mais baixo que um modelo a combustão. A Renault diz que o centro de gravidade do Megane E-Tech é 90 mm mais baixo do que o antigo Megane a gasolina.

Renault Megane E-Tech
Interior pe agradável e caprichado com o espaço bem aproveitado com a alavanca de câmbio na coluna de direção
Imagem: Divulgação

Quando se fala em carro elétrico, um ponto importante é a autonomia, que é de 337 km pelo padrão PBEV do Inmetro. O carro pode funcionar com carregamento rápido DC 130 kW de 0 a 80% em 30 minutos. Quando peguei o Megane E-Tech para avaliação, a carga estava 100% completa, o computador de bordo marcava 380 km para rodar e se mostrou bem confíável com o aumento da quilometragem rodada.

Por falar em tecnologia, entre outros itens, o Megane E-Tech conta com um sistema otimizado de frenagem regenerativa, onde a regeneração está sempre ativa quando a alavanca de câmbio está na posição D. São quatro níveis de regeneração: do nível 0 (sem regeneração) ao nível 3 (máxima regeneração de energia e frenagem do motor otimizada).

Os engenheiros da Renault fizeram um bom trabalho ao reduzir o peso do Megane, tornando-o quase 100 kg mais leve que os seus principais concorrentes. Mas ainda pesa mais de 1.600 kg, o que é uma massa considerável para a suspensão lidar em uma estrada cheia de curvas sinuosas. Além disso, você vai ter que se acostumar com a avalanca de câmbio na coluna de direção perto da outra que aciona o limpador de para-brisa.

Saldo é positivo, entre prós e contras

O lado bom disso é que conseguiram aproveitar mais o espaço interno e incluiram um enorme console central para guardar vários tipos de objetos. Também gostamos do sistema de infoentretenimento. A tela de 9 polegadas funciona com software do Google, portanto, se você tiver um telefone Android, ele será emparelhado com facilidade.

Outro ponto positivo do carro é que o acabamento interno também é caprichado, com uma capa de tecido do painel (feita de garrafas plásticas recicladas) e das elegantes inserções de camurça nas portas. O porta-malas tem 440 litros, mas a área tem um formato estranho, com a maior parte de sua capacidade vindo da profundidade e não do comprimento.

Renault Megane E-Tech
Renault Megane E-Tech tem alta linha de cintura, visual arrojado e estreitas laternas de led entre os principais destaques 
Imagem: Carlos Guimarães

De qualquer forma, o Renault Megane E-Tech se mostrou confortável, espaçoso, bem equipado e divertido de dirigir, embora não seja um foguete sobre rodas. Também agrada pelo interior moderno que inclui até filetes de led como luz ambiente e revestimentos de bom gosto e que inspiram boa qualidade. No geral, é um sinal promissor de que a marca  quer se distanciar dos produtos Dacia no Brasil e passar a ser conhecida por modelos de qualidade premium. 

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