Saiba como seu carro a combustão financia o crime organizado
Envolvimento de criminosos com postos de combustíveis supera o de tráfico de cocaína no Brasil
Cada vez que você para em um posto de combustíveis para abastecer seu veículo a combustão, seja com etanol ou gasolina, está, muito provavelmente, financiando e estimulando o crime organizado. Seja em qual posto for, com ou sem bandeira conhecida, na periferia ou no bairro mais chique da cidade.
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Loucura? Não, pura realidade. E quem está dizendo isso não sou eu, mas sim o Secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo. Ou seja: uma das mais importantes autoridades do tema no país.
Segundo ele, em reportagem publicada no UOL em 9/2/2025, “há um problema muito grande no Brasil envolvendo postos de combustíveis. Há infiltração de crime organizado e inúmeras formas de se fraudar essa atividade econômica.”
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Lucro maior do que com cocaína

Imagem: Reprodução internet
E não é só isso. De acordo com relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado esta semana, o setor de combustíveis é o que mais dá lucro para o crime organizado. Sim, exatamente.
Em valores, estamos falando em algo como R$ 61 bilhões (!!) ao ano desde 2022, ou quase 42% da receita dos bandidos. Isso equivale a 13 bilhões de litros (!!!) comercializados ilegalmente todos os anos.
Na lista de crimes envolvendo os postos de combustíveis não estão só a adulteração, mas também, de acordo com o estudo, contrabando, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.Como referência o tráfico de cocaína movimenta no país, anualmente, “apenas” R$ 15 bilhões, ou seja, quatro vezes menos.
Pois existe uma maneira muito prática e eficiente de acabar com essa gigantesca cadeia do crime – algo que, aparentemente, o Estado não consegue. Essa maneira se chama carro elétrico.
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Imagem: Divulgação
Pois, com o carro elétrico, você abastece na sua própria casa. Você, digamos, faz o seu próprio combustível. Basta ter um carregador próprio e fazê-lo durante a noite, quando o carro estará, de qualquer forma, parado. Nunca mais você precisará ir a um posto de combustíveis. E, assim, nunca mais ajudará a dar dinheiro para o crime organizado.
Ah, mas e em viagens? Bem, você vai usar carregadores públicos ou semipúblicos instalados ao longo do caminho, e oferecidos geralmente por montadoras ou companhias que não tem relação direta com o setor de combustíveis. E tem mais: não há como adulterar energia elétrica.Só vantagens, em resumo.
Por isso, é muito simples: se o governo quiser de fato acabar com a criminalidade na área de combustíveis, a maior do país, é só estimular a produção e venda de veículos elétricos – e não o contrário, como tem feito até agora. E pronto. Será tiro e queda.
Pois, está claramente comprovado, o carro a combustão ajuda a financiar o crime organizado no Brasil. Bem, você pode alegar que o carro a combustão em si, sua tecnologia de propulsão, não tem absolutamente nada a ver com isso, que é culpa do País, do Estado, do governo, da polícia etc.
Ora: mas exatamente o mesmo raciocínio é usado na hora de abordar o carro elétrico. Dizem que é ruim, e desaconselham sua compra, porque não há infraestrutura de recarga suficiente, porque desvaloriza muito, porque demora muito para carregar, porque não é “carro de macho”, e por aí vai. Mas, veja: da mesma forma, nada disso tem a ver com o carro elétrico em si, com sua tecnologia de propulsão.
Só estou usando absolutamente a mesma lógica. Não parece fazer sentido quando se trata do carro a combustão? Pois é: quando dizem essas coisas do carro elétrico também não...
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