SUVs usados: de R$ 45 mil a R$ 100 mil, cinco modelos com bom porta-malas

Além de terem boa "bagagem" no segmento, alguns ainda contam com garantia de fábrica e bom preço
SUVs compactos: confira bons porta-malas

SUVs compactos: confira bons porta-malas | Imagem: Divulgação

Assim como as peruas e as minivans já foram a preferência nacional quando o assunto é carro para viajar com a família, os SUVs vieram com toda força, “roubando” o mercado de outros segmentos como o dos hatches e sedãs.

Atualmente, os utilitários esportivos já respondem pela maior parte das vendas, somando modelos aventureiros aos grandes SUVs.

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Por isso, resolvemos preparar uma lista de cinco dos SUVs que estão em alta hoje e que, no mercado de usados, pode ser um negócio da China para quem está querendo economizar algum dinheiro. Acompanhe:

Chevrolet Tracker - 306 litros

A segunda geração do SUV da Chevrolet foi bastante popular. Importada do México no final de 2013, a única versão oferecida LTZ tem propulsor 1.8 de 144/140 cv, câmbio automático de seis marchas e só tração dianteira (ao contrário da primeira geração). A opção de entrada LT só veio em 2015, com o mesmo conjunto motriz, mas perdeu o sistema multimídia com GPS, rodas de aro 18 e controlador de velocidade de cruzeiro (piloto automático). Para 2016 (modelo 2017), veio o motor 1.4 turbo flex de 153/150 cv, ganhando não só em desempenho, como também no consumo (em média 25%). 

Chevrolet Tracker 2021
Chevrolet Tracker 2021
Imagem: César Tizo

Em 2020, a terceira geração passou a ser feita em São Caetano do Sul e ganhou novas motorizações: três cilindros, 1.0 turbo de 116 cv no etanol e gasolina com oferta de câmbio manual de seis marchas ou automático de seis velocidades, além da três cilindros, 1.2 turbo de 133/132 cv, só com transmissão automática.

Da nossa lista, ele é o que oferece o menor volume do porta-malas, 306 litros; mas é o SUV com maior rede de concessionárias e nota máxima no teste de impacto do Latin NCAP.

Com preços na faixa de R$ 55 mil para as unidades com motor 1.8 e R$ 70 mil com propulsor turbo (a partir de 2016/2017), esta última tem a maior procura devido ao menor consumo e melhor desempenho.

Volkswagen T-Cross - 373 litros

Lançado em 2019, o T-Cross só aposta no turbo. Para isso, as variantes são: 1.0 de três cilindros e 128 cv (200 TSI), com opções de câmbio manual ou automático de seis marchas e 1.4 de quatro cilindros e 150 cv (250 TSI), sempre automático.

Desde então, não houve nenhuma mudança significativa, seja de estilo ou mecânica e o modelo está entre os mais seguros do segmento, considerando que ele empatou com o Chevrolet Tracker nos testes de impacto do Latin NCAP e também conta com uma extensa rede de autorizadas por todo o país. Quer mais vantagens? Traz ainda teto solar panorâmico, dependendo da versão, desempenho e conforto de rodagem.

T-Cross Sense perderá as rodas de liga leve a partir da linha 2021
T-Cross Sense perderá as rodas de liga leve a partir da linha 2021
Imagem: Divulgação

Já o seu tamanho, de 4,19 m de comprimento e 1,76 m de largura, contribuem para a capacidade do porta-malas ser de 373 litros, só à frente do Tracker (306 litros). No entanto, a distância de entre-eixos de 2,65 m e altura de 1,56 m ajudam no melhor aproveitamento de espaço interno, incluindo os passageiros de trás, que dificilmente roçam a cabeça no teto.

A Volkswagen dá garantia de três anos. Nessas condições, a partir de 2020 ainda tem a cobertura oferecida e seus valores no mercado de usados saem, em média, R$ 89.500 na versão 200 TSI e R$ 98 mil na 250 TSI.

Hyundai Creta - 431 litros

Lançado no final de 2016, o Creta caiu nas graças do brasileiro. Veio com motores 1.6 de 130/123 cv com câmbio manual de seis marchas ou automático, também com seis velocidades e 2.0 de 166/156 cv, só automática. Conta com bom espaço interno, principalmente atrás, onde as pernas dos passageiros ficam mais folgadas, por conta do túnel central mais baixo.

Por falar em espaço, com 4,27 m de comprimento, 1,78 m de largura, 1,63 m de altura e 2,59 m de distância de entre-eixos, o porta-malas comporta bons 431 litros.

Hyundai Creta 2021
Hyundai Creta 2021
Imagem: Divulgação Hyundai

Com preços que variam entre R$ 65 mil a R$ 85 mil, a dica é dar opção para as unidades a partir do ano e modelo 2018 que ainda conta com a garantia de fábrica, considerando que a fabricante dá cinco anos para os modelos novos. Só evite as versões bicolores que costumam não agradar a maioria dos futuros compradores.

Nissan Kicks - 432 litros

Em 2016, as primeiras unidades surgiram por aqui importadas do México e eram oferecidas com motor 1.6 de 114 cv e câmbio do tipo CVT - que simula seis marchas - tanto na versão de entrada, sem nomenclatura, quanto na mais equipada SV Limited. No ano seguinte, o Kicks passou a ser fabricado no Brasil em versões S e câmbio manual de cinco marchas, além da estreante e topo de linha SL. A SV perdeu o nome Limited. Com praticamente as mesmas medidas do Creta (4,29 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,59 m de altura e 2,62 m de entre-eixos), o porta-malas comporta 432 litros (1 litro a mais que o do Creta).

Nissan Kicks 2022
Nissan Kicks 2022
Imagem: Divulgação

Com preços que se iniciam de R$ 60 mil e vai até R$ 95 mil, todas têm boa aceitação no mercado, mesmo as com câmbio mecânico. Mas ainda assim, dê preferência para os de cores mais clássicas e sem a combinação de teto pintado de cor diferente, como o exótico laranja ou vermelho. 

Renault Duster - 475 litros

O Duster é o vencedor em termos de volume de porta-malas. São quase 500 litros para um SUV que tem 4,31 m de comprimento, 1,82 m de largura e 1,69 de altura, medidas que proporcionam um ambiente interno bastante espaçoso, digno de SUVs maiores. Seu entre-eixos é de 2,67 m, o que possibilita melhor acomodação para as pernas aos passageiros mais altos que viajam no assento traseiro.

Lançado em 2011 para concorrer diretamente com o Ford EcoSport, o Duster usa a base da dupla Sandero/Logan e nas opções de motores, chegou ofertando a 1.6 flex de 115/110 cv para a básica e Expression e até um 2.0 flex de 142/138 cv, reservada para a Dynamique que contava com o opcional da tração 4x4.

Em 2016, o motor 1.6 foi trocado pelo 1.6 16V SCe flex. Com isso, a potência saltou de 115/110 cv para 120/118 cv e a versão topo de linha passou a contar com direção eletro-hidráulica, privilegiando o conforto do motorista nas manobras e balizas. Se você faz questão da opção com câmbio CVT, só partindo para o modelo lançado em 2017 ofertada às versões 1.6.

Renault Duster 2021
Renault Duster 2021
Imagem: Divulgação

Para 2020, surgiu a segunda geração que passou a contar com direção elétrica - no lugar da eletro-hidráulica - e nesse mesmo período, a Renault tirou da linha as versões 2.0 e 4x4. O ponto negativo é que, em 2021, o SUV da marca francesa ganhou zero estrela, ou seja, nota baixa nos testes do Latin NCap.

Em um trecho da nota dado à imprensa na época, a montadora contestou. “O veículo Duster, que teve o seu teste divulgado em agosto de 2021, é exatamente o mesmo em termos de conteúdos de segurança ativa e passiva em relação ao veículo que obteve quatro estrelas na proteção para adultos e três estrelas na proteção para crianças, em teste realizado pela mesma instituição em 2019. Em 2020 o Latin NCAP mudou os protocolos de testes e, por conta disso, os resultados são diferentes”.

Entre as dicas de melhor compra, todas vão bem no mercado de usados, mas, assim como os outros demais quatro exemplares, dê preferência para os modelos mais novos e com garantia de fábrica, se puder investir mais. A partir de 2020 (a Renault dá três anos de garantia), as opções partem de R$ 95 mil, em média. Para os modelos mais antigos, é possível comprar versões abaixo de R$ 45 mil. Boa escolha.

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