Toyota Fielder: saiba 5 motivos para comprar e outros 5 para fugir da perua usada
Rival da Marea Weekend e Mégane Grand Tour é melhor de revenda, mas deve pelo projeto mais conservador
A Toyota Fielder foi lançada em maio de 2005 e compartilhava a mesma plataforma com o Corolla, assim como o motor com bloco e cabeçote de alumínio e comando de válvulas variável inteligente (VVT-i). Com qualidades compartilhadas com o sedã, a perua teve poucas mudanças de estilo e mecânica, sempre apostando no conservadorismo.
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Apesar de ter conquistado uma legião de fãs, em 2008 a perua da Toyota se despediu da linha de montagem na fábrica de Indaiatuba, interior de São Paulo. Todavia, hoje no mercado de usados, há várias unidades bem rodadas da SW, porém muito bem preservadas. Espaço interno, mecânica confiável e motores econômicos são muito elogiados pelos donos.
Rival direta da Fiat Marea Weekend, Renault Mégane Grand Tour e Peugeot 307 SW, a Fielder perde no melhor aproveitamento de espaço interno e em alguns itens básicos, como a falta de regulagem de distância do volante (tem apenas de altura). No entanto, é uma das poucas com mecânica descomplicada. Avalie abaixo os pontos fortes e fracos da Fielder.
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5 RAZÕES PARA COMPRAR
1 - EQUIPAMENTOS
A Fielder conta com uma extensa lista de equipamentos, seja qual for a versão. Na mais completa SE-G, há ar-condicionado digital, controlador de velocidade de cruzeiro, câmbio automático de quatro marchas e CD player para seis discos integrado ao painel. Além disso, traz dois airbags, freios ABS e o travamento automático das portas quando o veículo atinge 20 km/h, que são padrão em toda a gama.
2 - MOTOR FLEX

Imagem: Divulgação
Em maio de 2007, a perua derivada do Corolla ganhou a tecnologia flex para o motor 1.8. Batizado de VVT-i Flex, a potência era mantida em 136 cv tanto na gasolina quanto no etanol, assim como o torque de 17,5 kgfm.
Por isso, robustez e versatilidade nunca se deram tão bem nesse interessante pacote. A vantagem está no vai e vem do preço dos combustíveis, além de ‘suportar’ melhor a atual gasolina que, desde o dia 1º de agosto de 2026, passou a ter mistura obrigatória de 32% de etanol anidro (E32), tanto na comum quanto aditivada.
3 - ESPAÇO INTERNO
A Station Wagon mais popular da Toyota no Brasil conta com os mesmos 2,60 metros de entre-eixos do Corolla. Apesar disso, a SW tem 4,45 metros de comprimento, ou 8 cm menor que o sedã. É o suficiente para quem procura por uma perua com ótimo espaço para pernas e cabeça. Portanto, ideal para até cinco adultos desfrutarem da Fielder com conforto de sobra.
4 - PORTA-MALAS

Imagem: Divulgação
A Toyota Fielder tem capacidade oficial de 411 litros (um pouco menor que o sedã, que tem 437 l), mas com uma vantagem prática: ao rebater os bancos traseiros, o assoalho fica praticamente plano e a capacidade de carga aumenta consideravelmente.
5 - PREÇO CAMARADA
O preço médio de uma Toyota Fielder varia entre R$ 35 mil e R$ 50 mil, dependendo do ano de fabricação, versão (como XEi ou SE-G) e estado de conservação do veículo. Independentemente da versão, o carro oferece muito mais em termos de confiabilidade, agilidade, espaço e conforto comparado a veículos populares no mesmo valor.
5 RAZÕES PARA NÃO COMPRAR
1 - FOLGA DE VÁLVULAS
Nos motores 1.8 16V, tanto nas versões a gasolina quanto nas flex, é importante conferir regularmente a folga das válvulas, com inspeções a cada 20 mil km e ajuste recomendado em torno dos 60 mil km. Ruídos metálicos excessivos ou funcionamento irregular do motor podem indicar que essa manutenção foi deixada de lado.
2 - CAIXA DE DIREÇÃO

Imagem: Divulgação
Atente para a caixa de direção, que pode apresentar folgas e ruídos, e são mais fáceis de perceber em paralelepípedos. Se você notar alguma imprecisão ou tranco no volante ao passar pelas irregularidades do piso, leve até um mecânico de confiança.
3 - COXINS
Outros ruídos podem surgir na parte dianteira, oriundos das buchas da suspensão ou de amortecedores trincados. Se a origem dos barulhos não vier destas peças citadas, o problema pode estar nos coxins rachados do motor.
4 - DISCOS E PASTILHAS

Imagem: Divulgação
Não se esqueça de verificar o estado dos discos e pastilhas de freio, tanto na parte dianteira quanto traseira, pois eles costumam apresentar durabilidade baixa.
5 - DESGASTE DO SEMIEIXO
É um dos problemas mais recorrentes. O desgaste das juntas tripoides provoca vibração nas rodas dianteiras (especialmente em acelerações), sendo geralmente recomendada a troca completa do semieixo, elevando o orçamento das peças e mão de obra.
