Xangai mostra acerto no retorno do Salão de São Paulo
Salão brasileiro tem tudo para ser versão latino-americana do evento asiático, o que não é nenhum demérito
Corredores cheios, profusão de lançamentos e todas as novidades focadas na eletrificação. Esse é o cenário do Salão de Xangai, aberto à imprensa na quarta-feira, 23.
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Esse certamente é o salão do automóvel realizado na China com maior presença de visitantes brasileiros. Só de turma de imprensa especializada, “influenciadores digitais” e profissionais da área de comunicação das fabricantes são na faixa de cinquenta pessoas, divididas em três ou quatro grupos a cumprir roteiros distintos, de acordo com cada montadora responsável pelo convite.
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Onde passa uma BYD...

Imagem: Divulgação
Não será surpresa nenhuma se um brasileiro trombar com outro pela mostra, e assunto envolvendo lançamento que já terá chegada ao Brasil confirmada não vai faltar. Ouso até adaptar um ditado popular para dizer que onde passa uma BYD, passa uma boiada.
Se as montadoras com fábrica no Brasil estão preocupadas com o avanço da marca do “Construa Seus Sonhos” – que já abocanhou 5% do mercado nacional de automóveis no primeiro trimestre, segundo a Fenabrave –, vem aí uma segunda onda de eletrificados chineses de um monte de marcas que, juntas, têm potencial para representar outra BYD. E aí estaríamos falando de 10% das vendas nas mãos de carros elétricos ou híbridos Made in China.
Omoda Jaecoo, Leapmotor, GAC, Geely e SAIC (vestida de Chevrolet) são alguns ótimos exemplos – isso para não mencionar novos esforços das já naturalizadas GWM e Caoa Chery. Dê 1% de mercado (o que não é fácil, mas aqui o comprador, como se sabe, é muito sensível a preço) para cada uma e já temos uma fatia maior do que os 5% adicionais para além da BYD, ainda que, obviamente, todas essas novas marcas tentarão dela roubar vendas.
Por isso estou certo de que o Salão de São Paulo tem tudo para se tornar uma versão latino-americana desse Salão de Xangai 2025 – o que, se bem observado o gigantismo do evento asiático, não é nenhum demérito, ainda mais depois de sete anos de ausência.
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Imagem: Divulgação
Aliás, quem ainda nutre preconceito com a mostra chinesa talvez se surpreenda ao saber que ela é promovida por uma empresa alemã, uma das maiores do mundo no setor de feiras: a Messe Munchen.
Voltando a São Paulo, segundo os organizadores, das chinesas a BYD, a Leapmotor (marca da Stellantis) e a Denza (marca de luxo da BYD) já confirmaram presença. Muito me surpreenderá se várias outras da mesma nacionalidade não seguirem o exemplo destas três e aterrissarem no agora chamado Distrito Anhembi na segunda quinzena de novembro.
Para quem está com sede de mercado, como muito bem mostra a caravana brasileira em número recorde em Xangai, ficar de fora seria um vacilo imperdoável.
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