5 dicas para preservar o câmbio automático

Transmissão exige cuidados específicos para evitar problemas de manutenção
Câmbio automático pede alguns cuidados específicos de manutenção

Câmbio automático pede alguns cuidados específicos de manutenção | Imagem: Divulgação

Sistema que favorece o conforto ao eliminar o pedal da embreagem, o câmbio automático exige tão pouco da atenção do motorista que quase nos esquecemos da manutenção desse componente fundamental para que o automóvel possa operar de maneira plena. 

Hoje figurando em mais da metade dos carros novos produzidos no Brasil, o câmbio automático caiu no gosto do público e hoje faz sucesso em praticamente todas as categorias de maior volume. 

Com um funcionamento mais sofisticado em relação a uma caixa manual convencional, o câmbio automático convencional, de uma forma resumida, conta com um sistema de engrenagens planetárias, onde uma única peça trabalha aliada a um conversor de torque, componente responsável por acoplar o motor à caixa de transmissão, fazendo o mesmo papel da embreagem, no caso dos câmbios manuais. 

Nos câmbios automatizados, um sistema eletrônico aciona a embreagem e, depois de analisar velocidade e a rotação do veículo, ocorre as trocas automáticas graças aos sensores hidráulicos. É como se um robô fizesse a troca das marchas para você. Já o CVT, conta com uma estrutura de correia e polia, algo semelhante com o sistema de uma motocicleta sem marcha. Aliás, o CVT não tem seleção de velocidades. E, por essa característica, oferece respostas mais rápidas se comparado aos outros sistemas”, explica Ricardo Crivelini Ribeiro, professor do curso de engenharia mecânica da Anhanguera. 

Diferente do automático tradicional, um câmbio de dupla embreagem conta com um disco maior, que aciona as marchas pares e a marcha à ré, e outro disco de embreagem menor, que fica responsável pelas marchas ímpares. Com isso, enquanto uma marcha está engatada, a próxima já está pronta para entrar em ação, garantindo maior velocidade nas trocas se comparado com o automático convencional”, acrescenta Ribeiro. 

Todas as caixas têm as suas vantagens e desvantagens. Algumas ficaram mais famosas por serem adotadas por determinados modelos de veículos e outras já nem tanto. De qualquer forma, os cuidados são muito parecidos”, detalha o professor. 

Confira, abaixo, 5 dicas elencadas pelo engenheiro para ajudar a preservar o câmbio automático: 

1. Fique atento (a) sobre a troca do lubrificante da caixa de câmbio. Independentemente do que os fabricantes recomendam, verifique a situação do conjunto a cada 30 mil km rodados no caso de transmissões com fluido mineral e, para câmbios que utilizam fluidos sintéticos, a cada 50 mil km. Se o lubrificante já estiver escuro, é sinal de contaminação e de que ele já perdeu suas propriedades.

2. Carro automático não “morre”. Suspeite se ele estiver parecendo estar fora do ponto ou transmitindo trepidações.

3. Veja se o líquido de arrefecimento do motor ou o nível da água do radiador está em ordem, pois, além de refrigerar o motor, ele também é responsável por manter a temperatura do fluido da transmissão automática. Se o motor entrar em aquecimento, o câmbio também superaquece e tem os seus componentes avariados.

4. Lembre-se: quase todas as transmissões automáticas contam com um filtro ou uma tela. É muito importante que ela seja lavada ou trocada quando se substitui o fluido da transmissão.

5. Por fim, os mesmos cuidados indicados para os modelos manuais também se aplicam aos automáticos. Tentar arrancar a toda a hora, usando o pé esquerdo para frear e o direito para acelerar ao mesmo tempo faz o conjunto trabalhar muito quente. Deixar a transmissão atuar suavemente aumenta a vida útil de todo o sistema.

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