Autódromo do Rio de Janeiro será construído em 17 meses

Consórcio pretende entregar 4.500 metros de pista e toda a infraestrutura em curto prazo
Autódromo Rio MotorPark

Autódromo Rio MotorPark | Imagem: Autódromo Rio MotorPark terá pista com 4.500 metros de extensão

O consórcio Rio Motorsports foi o vencedor do edital de concorrência para construção do novo Autódromo do Rio de Janeiro em Deodoro e terá os direitos do terreno por 35 anos. O autódromo se chamará Rio MotorPark e será liderado pela empresa americana que dá nome ao consórcio, sendo a responsável por edificar uma pista com capacidade para receber as principais categorias do automobilismo, entre elas a Fórmula 1 e Mundial de MotoGP.

"A conquista de hoje é a contemplação de um trabalho que teve início há mais de 4 anos. Juntamos o que há de melhor no mundo em termos de capacidade técnica para garantir ao Rio de Janeiro um autódromo com o que há de mais moderno no esporte a motor em todo o planeta” garantiu o CEO da empresa, JR Pereira.

Além disso, o local terá parceria com diversas empresas da indústria automotiva, abrindo espaço para realização de testes para aperfeiçoamento de peças e outros componentes. O autódromo, que terá capacidade de 80 mil lugares fixos, podendo ultrapassar 135 mil com estruturas provisórias, contará com uma pista de 4,5 km de extensão (Interlagos tem exatos 4.309 metros). Está prevista uma estrutura com 36 boxes, paddock com estrutura para 5 mil VIP’s e centro de imprensa para mais de 400 jornalistas. O tempo de construção previsto gira em torno de 17 meses, que poderá ser reduzido em um cenário muito otimista.


O plano apresentado contou com a participação de empresas renomadas no universo esportivo. O projeto de engenharia e arquitetura ficou à cargo do Tilke Engineers & Architects, do alemão Hermann Tilke, responsável pelo Circuito de Sepang, na Malásia; Circuito das Américas, nos Estados Unidos; Xangai, na China; Sochi, na Rússia, dentre outros. A concepção de traçado e segurança foi desenhado em coordenação com a MotoGP e Fórmula 1.

“A proposta que trouxemos para o Rio busca apresentar um desenho de uma pista moderna, dinâmica e cheia de emoção. Ao mesmo tempo, pensamos em um espaço com uma multidisciplinaridade que permita uma gama bastante ampla de utilização em outros esportes, atendendo toda comunidade da região”, explicou Tilke. 

 

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