BYD revela imagens do interior do novo Dolphin Mini antes da estreia; saiba quando chega

Hatch elétrico ficará maior e com compartimento dianteiro para bagagem entre as novidades
BYD Dolphin Mini 2027

BYD Dolphin Mini 2027 | Imagem: Divulgação

O BYD Dolphin Mini está prestes a mudar. A marca chinesa divulgou mais detalhes da nova geração, inclusive do interior e a impressão é de que o modelo subiu de patamar. O lançamento no mercado chinês deve acontecer em breve. Por aqui, a nova geração do novo hatch elétrico não chegará antes de 2028.

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A previsão do site CarNewsChina é que o novo modelo fique abaixo de 100.000 yuans, cerca de R$ 77.900 em uma conversão simples. Ou seja, deve ficar um pouco mais caro, mas entregando bem mais No Brasil, a versão atual parte de R$ 118.990 e a versão GS custa R$ 119.990.

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Motor atrás

BYD Dolphin Mini 2027
BYD Dolphin Mini da nova geração contará com compartimento de bagagem dianteiro e motor na traseira
Imagem: Divulgação

A mudança mais importante está escondida embaixo da carroceria. O novo Dolphin Mini abandona a tração dianteira e passa a ter o motor elétrico montado no eixo traseiro.

O que liberou espaço sob o capô para um segundo porta-malas, o "frunk", com 94 litros. Dá para guardar ali o cabo de recarga, uma mochila ou as compras rápidas do mercado sem bagunçar o compartimento principal. É mais do que oferece o rival, Geely EX2, que também tem porta-malas dianteiro, mas com 70 litros. 

E por falar nele, o porta-malas traseiro chega a 1.380 litros quando os bancos de trás são rebatidos. O EX2 oferece 375 litros com os bancos no lugar e chega a 1.320 litros com o banco traseiro rebatido.

Já o Dolphin Mini vendido hoje no Brasil tem porta-malas de 230 litros, que chega a 930 litros com os bancos traseiros rebatidos, e não oferece porta-malas dianteiro. Ou seja, a nova geração vai levar vantagem sobre o concorrente e também em relação ao modelo atual.

O hatch também cresceu, e não foi pouco. São 4.20 metros de comprimento, 1.81 m de largura e 1.57 m de altura, com entre-eixos de 2.65 m. Para comparar, o Dolphin Mini que conhecemos hoje tem cerca de 3,8 metros de comprimento. 

Interior ficou com cara de carro mais caro

BYD Dolphin Mini 2027
BYD Dolphin Mini 2027 terá novo interior com console central de dois andares com novos porta-objetos
Imagem: Divulgação

O motorista ganha banco com ajuste elétrico e função de massagem, algo não tão comum em carros de entrada. O passageiro da frente também tem regulagem elétrica. Para completar, há iluminação ambiente com várias cores.

No painel, está a tela flutuante dividida na proporção 3/7. A parte menor, à esquerda, faz o papel do quadro de instrumentos, mostrando velocidade, marcha engatada, autonomia, consumo de energia e modo de condução. Já o lado direito, maior, fica com o entretenimento, como navegação e música.

Quem vai atrás também foi lembrado. Os passageiros contam com saída de ar-condicionado ajustável e dois compartimentos escondidos sob os bancos da segunda fileira. E tem ainda os botões magnéticos que a BYD chama de "mágicos", acessórios que podem ser fixados em diferentes pontos da cabine para atalhos de funções.

O motor entrega 127 cv. Serão duas opções de bateria, com 30 kWh e 39,2 kWh. A autonomia vai de 320 a 420 km no ciclo chinês CLTC, que costuma ser bem otimista. 

A promessa mais animadora é a recarga. A expectativa é que o novo Dolphin Mini traga o sistema de carregamento ultrarrápido da marca, capaz de levar a bateria de 10% a 97% em nove minutos. 

Outro item é o LiDAR opcional instalado no teto. Para quem não conhece, é um sensor a laser que "enxerga" o ambiente em 3D com muita precisão. Ele faz parte do pacote de assistência DiPilot 300.

Por que tanta mudança?

BYD Dolphin Mini 2027
BYD Dolphin Mini 2027 ficará mas versátil que o atual,  que inclui espaço extra para levar mais bagagem
Imagem: Divulgação

A resposta está nos números. O Dolphin Mini somou 74.087 unidades entregues na China entre janeiro e agosto desse ano, uma queda de 66,5%, segundo o China EV DataTracker. Enquanto isso, o Geely EX2 ficou com o posto de carro mais vendido do país, e é justamente ele o alvo da nova geração.

Mas por aqui, a história é outra e quem dá as cartas é o modelo da BYD. Em agosto, ele foi o carro elétrico mais vendido do país, com 8.299 unidades emplacadas, à frente do Dolphin, com 6.740, e do Geely EX2, com 5.804.

E setembro seguiu no mesmo embalo. Na parcial da Fenabrave até o dia 28, o Dolphin Mini somava 7.866 emplacamentos e ocupava a vice-liderança entre os automóveis, atrás apenas do Polo. E ele já era o carro mais vendido em 16 estados na parcial do mês, passando Argo, HB20 e T-Cross.

O Geely EX2, por outro lado, vinha numa crescente até agosto. Foram 14.780 unidades no primeiro semestre de 2026, 4.229 em julho e o pico de 5.804 em agosto, quando chegou a ser o terceiro carro mais vendido no varejo.

Só que setembro foi um balde de água fria. O EX2 chegou a 2.554 emplacamentos na parcial até o dia 28, menos da metade do volume de agosto. No varejo, a queda foi ainda mais sentida, o hatch despencou 18 posições e terminou a parcial do mês em 21º lugar, com 2.070 unidades.

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.