BYD Dolphin Mini da nova geração será lançado até o fim de 2026, diz executivo da marca chinesa

Hatch elétrico ficará um pouco maior e ficará posicionado um pouco abaixo do novo Dolphin híbrido
BYD Dolphin Mini

BYD Dolphin Mini | Imagem: Reprodução/ Mistério de Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT)

A BYD adora crescer sua família de carros pequenos. Pois bem, tem novidade chegando. Isso porque a marca confirmou que vai lançar ainda esse ano um novo hatch compacto com nome de Great Seagull, ou "Da Haiou", em chinês. Na verdade, trata-se do Dolphin Mini, como o carro foi batizado no mercado brasileiro. O anúncio foi feito por Zhang Zhuo, gerente geral de vendas da divisão Ocean da BYD, durante o Salão do Automóvel de Chengdu.

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O nome segue a mesma ideia já usada em outros lançamentos recentes da marca, como o Da Tang (Grande Tang) e o Da Han (Grande Han), ambos da série Dynasty.

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Onde se encaixa na prateleira da BYD

BYD Dolphin Mini
BYD Dolphin Mini da nova geração em imagens de patente que apareceram na internet
Imagem: Reprodução/ Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China

Hoje a BYD tem o Seagull (oDolphin no Brasil), um hatch mais compacto e acessível, e o Dolphin, um pouco maior e com pegada mais esportiva. O Great Seagull vai ficar exatamente no meio dos dois, com 4,2 metros de comprimento.

Para ficar mais fácil de “visualizar”, o carro é 42,5 cm mais comprido que o Dolphin Mini tradicional, mas ainda assim fica só 6,5 cm mais curto que o Dolphin. As outras medidas são 1,81 metros de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de distância entre eixos, com rodas de 16 polegadas e pneus 205/60.

Uma curiosidade é que quando a BYD pediu a licença de venda para esse carro em julho, ele ainda usava apenas o emblema "Seagull" na traseira, o que fez muita gente imaginar que se tratava simplesmente da próxima geração do Seagull atual, que é vendido fora da China com como Atto 1, Dolphin Mini ou Dolphin Surf. Só que não, se trata de um modelo à parte.

Motor mais simples

Imagem vazada do interior do novo BYD Dolphin Mini que está em fase de testes na China
Imagem vazada do interior do novo BYD Dolphin Mini que está em fase de testes na China
Imagem: Reprodução/3YC User Report

Do ponto de vista mecânico, esse novo Dolphin Mini chega para ser uma opção mais em conta e menos potente. Ele terá um único motor elétrico de 95 kW, o equivalente a 127 cavalos, alimentado por baterias de química LFP fabricadas pela própria FinDreams, braço de baterias da BYD.

São duas opções de capacidade, 30 kWh ou 39,2 kWh, que devem render entre 320 km e 420 km de autonomia no ciclo combinado. A velocidade máxima fica em 150 km/h, e o peso varia entre 1180 kg e 1255 kg dependendo da configuração.

Para você ter uma referência de comparação, o Dolphin hoje oferece três motorizações bem mais robustas, com 94 cv, 174 cv ou até 201 cv. Ou seja, o Great Seagull não vem para brigar em potência, e sim para ser a porta de entrada mais barata da família, o que deve levar a BYD a aposentar a versão básica do Dolphin, justamente aquela com motor menos forte.

Tecnologia

Apesar de ser pensado como opção econômica, o novo modelo não chega desprovido de tecnologia. Os flagras divulgados pela Car News China mostraram o carro rodando nas ruas da China com um sensor LiDAR instalado no teto, peça central do sistema de assistência à condução DiPilot 300, o que permite recursos de condução semiautônoma.

Fotos do interior também já vazaram e mostram uma tela flutuante no painel, câmbio posicionado atrás do volante, no estilo coluna de direção, e um túnel central bem generoso para um carro compacto.

Mercado que já responde bem à dupla

BYD Dolphin G DM-i
BYD Dolphin G DM-i que será híbrido flex e fabricado no Brasil a partir do ano que vem
Imagem: Divulgação

Tanto o Dolphin Mini quanto o Dolphin já vendem bem na China. Segundo dados do China EV DataTracker, a BYD entregou 8.879 unidades do Seagull só em julho de 2026, enquanto o Dolphin somou 13.910 unidades no mesmo período. Com isso, faz até sentido a BYD encaixar um terceiro modelo ali no meio para tentar capturar ainda mais fatias desse público.

E no Brasil também não é diferente. Em julho, a BYD registrou alta de 142,4% nas vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior, chegando a 23.465 emplacamentos no país, o melhor resultado mensal da marca desde que ela começou a operar por aqui.

O Dolphin GS foi o carro mais vendido no varejo, superando inclusive modelos a combustão, enquanto o Dolphin Mini segue como o modelo mais emplacado da marca em 2026, somando 42.933 unidades no acumulado do ano.

Do lado da concorrência, o Great Seagull não vai ter vida fácil. Por lá, ele deve brigar com o Geely Xingyuan, também conhecido como E2 ou EX2, e com o GAC Aion UT, dois rivais que são elétricos compactos e baratos.

Por enquanto, a BYD ainda não revelou preço nem data exata de lançamento, só a promessa de que o carro chega ainda em 2026. Mas, considerando o histórico da marca nos últimos meses, não deve demorar muito para vermos esse Great Seagull rodando por lá.

Por trás das séries Ocean e Dynasty

BYD Dolphin G DM-i
BYD Dolphin G DM-i é a versão híbrida que ficará posicionada um degrau acima do novo Dolphin Mini que vem por aí
Imagem: Divulgação

A BYD organiza boa parte do seu portfólio em duas grandes famílias. De um lado está a série Ocean, focada em carros com nomes ligados ao mar, como Dolphin e Sealion. 

Com o Great Seagull, a BYD está trazendo para a série Ocean um recurso que até então era mais associado à Dynasty, o prefixo "Grande" (ou "Da", em chinês) para indicar uma versão maior e mais completa de um modelo já existente.

Foi assim com o Da Tang, que aumentou o Tang original (vendido como Tan por aqui), e com o Da Han, versão maior do sedã Han. Agora esse mesmo raciocínio chega aos hatches compactos, mostrando que a BYD quer fazer isso com mais frequência daqui para frente, criando variações "plus" dentro de cada família sem precisar inventar um nome totalmente novo a cada lançamento.

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.