Carro usado: 5 golpes mais comuns na hora de compra; saiba como se proteger

Adulteração de chassi, placa clonada, hodômetro alterado e outros truques podem dar dor de cabeça
Deve-se tomar uma série de cuidados ao comprar um carro pela internet

Deve-se tomar uma série de cuidados ao comprar um carro pela internet | Imagem: Divulgação

Comprar um carro usado ou seminovo continua sendo uma alternativa popular entre os brasileiros, seja pelo preço mais acessível em comparação a um zero-quilômetro, seja pela maior oferta de modelos no mercado.

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Mas, junto com as oportunidades, surgem também os riscos. O mercado de usados ainda abriga golpes capazes de trazer prejuízos financeiros sérios e até dores de cabeça jurídicas. Entre as fraudes mais recorrentes estão a adulteração de chassi, placas clonadas, manipulação de hodômetro, venda de veículos alienados e a omissão sobre carros de leilão ou sinistro.

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1-Chassi adulterado: o “RG” do carro em risco

Número de chassi
Número de chassi é um dos itens que devem ser verificados antes da compra de um carro usado
Imagem: Reprodução

Um dos casos mais preocupantes é a adulteração de chassi. O número, gravado diretamente na estrutura do carro, funciona como uma espécie de “RG” do veículo, ou seja, é único e identifica sua origem.

Quando esse código é alterado, quase sempre para esconder a verdadeira procedência de automóveis roubados ou furtados, as consequências para o comprador podem ser sérias. Como explica Sérgio Sousa, diretor de tecnologia da Infocar, até mesmo profissionais experientes encontram dificuldades para detectar fraudes desse tipo.

Entre os indícios mais comuns estão marcas de solda, desalinhamento e diferenças na profundidade da gravação. Por isso, a recomendação é sempre comparar o número do chassi com o documento do veículo e, se possível, recorrer a uma vistoria cautelar.

2- Placa clonada: quando o carro tem “gêmeo” na rua

Placas do Mercosul
Placas podem ser clonadas, portanto, vale ficar de olho se não é o caso do modelo escolhido
Imagem: Divulgação

Outro golpe frequente é a clonagem de placas. O esquema funciona de forma simples, criminosos duplicam a placa de um veículo regular e a instalam em outro carro, muitas vezes usado em atividades ilícitas. Quem sofre é o verdadeiro dono, que só descobre a fraude quando começam a pipocar as multas.

E o que fazer nesse caso? O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência. Esse documento será a sua linha de defesa. Em seguida, é hora de ir ao Detran com o BO em mãos, fotos do veículo verdadeiro, o certificado de licenciamento e todos os papéis que comprovem a sua propriedade.

O Detran, então, insere uma restrição administrativa no cadastro do veículo, informando que ele foi alvo de clonagem. Mas atenção: isso não significa que as multas somem automaticamente. Cada infração precisa ser contestada uma a uma, um processo burocrático, porém necessário, para limpar o seu nome e proteger seu histórico de motorista.

3- Hodômetro adulterado: quilometragem falsa para valorizar o carro

Hodômetro adulterado: quilometragem falsa para valorizar o carro
Hodômetro adulterado: até os modelos digitais estão sendo alterados por vendedores de má fé
Imagem: Divulgação

Há também a velha conhecida adulteração de hodômetro. Apesar de ser uma fraude antiga, ela ainda é bastante usada por vendedores mal-intencionados que buscam valorizar o carro artificialmente, reduzindo a quilometragem para transmitir a impressão de menor desgaste.

É preciso ficar atento a sinais de incoerência, como bancos, volante e pedais muito gastos em um veículo que supostamente rodou pouco. Consultar relatórios de histórico ajuda a confirmar se a quilometragem informada corresponde à realidade.

4- Carro alienado: dívida que pode sobrar para o comprador

Carro alienado: dívida que pode sobrar para o comprador
Carro alienado: dívida que pode sobrar para o comprador
Imagem: Divulgação

Sabe aquele negócio que parece bom demais para ser verdade? Pois é, muitas vezes não passa de cilada. Outra armadilha que merece toda a sua atenção é a compra de veículos alienados. Estamos falando de carros que ainda fazem parte de um financiamento ativo e, por isso, não podem ser transferidos legalmente até a quitação total da dívida.

O problema é que alguns vendedores simplesmente “esquecem” de mencionar esse detalhe e nessa quem comprou acaba levando não só o carro, mas também uma dívida que não é sua, já que a pendência financeira continua atrelada ao veículo. E aí, quem paga o pato é você.

Como evitar essa encrenca? Antes de fechar negócio, faça uma consulta no Detran e, se possível, utilize serviços especializados que oferecem relatórios completos sobre a situação do veículo. Pode parecer burocracia, mas é justamente esse cuidado que impede que você entre em uma fria.

5- Carro de leilão ou sinistro omitido


Leilão de carros
Carros de leilão podem ser recuperados de acidentes graves ou enchentes
Imagem: Reprodução/ Freepik

Por fim, é importante redobrar a atenção com veículos de leilão ou com histórico de sinistro. Muitas vezes, carros recuperados de acidentes graves ou enchentes voltam ao mercado. Além da desvalorização natural, existe o risco de danos estruturais que comprometem a segurança do veículo. A maneira mais eficaz de se prevenir é consultar o histórico completo e realizar uma vistoria cautelar detalhada.

 

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.