CNH do Brasil agora permite que aluno escolha o instrutor pelo celular
Atualização também torna possível avaliar profissionais com notas entre zero e cinco estrelas
Quem já tirou carteira de motorista sabe bem como é, você vai até a autoescola mais perto de casa, aceita o instrutor que estiver disponível e torce para a experiência ser boa. Pois bem, isso está com os dias contados.
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O Ministério dos Transportes anunciou nesta quarta-feira (6) uma atualização no aplicativo CNH do Brasil que muda a forma com o que estamos acostumados.
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Aluno pode escolher autoescola e instrutor

Imagem: Reprodução/Detran-MS
A partir de agora, o aluno pode escolher tanto a autoescola quanto o instrutor com quem quer aprender a dirigir, tudo pelo celular, com filtro de localização e sistema de avaliação por estrelas, igual ao que já usamos para pedir comida ou chamar um carro por aplicativo.
A nota vai de zero a cinco estrelas e fica visível para outros usuários. Ou seja, bom instrutor atrai mais alunos, mau instrutor perde espaço. Simples assim.
Segundo o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, a ideia é justamente acabar com uma distorção antiga que beneficiava quem já estava estabelecido no mercado, independentemente da qualidade do serviço.
Por falar em instrutores, a partir de agora, eles passam a ter uma Credencial Digital dentro do próprio app, o que facilita a identificação em fiscalizações sem precisar carregar documentos físicos.
A habilitação desses profissionais continua sendo responsabilidade de cada Detran estadual, mas a credencial unificada no aplicativo dá mais praticidade no dia a dia.
Novidades nas aulas práticas

Imagem: Reprodução/Magnific.com
Outra novidade que vale destaque é sobre as aulas práticas, que passam a ser registradas diretamente na plataforma, gerando certificados automáticos para o aluno ao final.
Esses dados são enviados em tempo real para o Renach, o Registro Nacional de Condutores Habilitados, mantendo tudo integrado com os órgãos estaduais de trânsito.
O Brasil tem hoje 170 mil instrutores habilitados, mas apenas 7% das aulas práticas são dadas por profissionais autônomos. A grande maioria ainda está concentrada nos Centros de Formação de Condutores (CFCs), as autoescolas tradicionais. A ideia é que essa abertura de mercado mude esse cenário aos poucos.
Desde que o programa foi lançado, 5,4 milhões de pessoas já iniciaram o processo de primeira habilitação pelo app e 211 mil candidatos se inscreveram no curso de formação para se tornarem instrutores. Não é pouco.
