Conheça o Lada Azimut: novo SUV da marca russa, considerado o sucessor do Niva

Trata-se do primeiro SUV médio completamente novo da fabricante após mais de uma década
Lada Azimut

Lada Azimut | Imagem: Divulgação

A Lada está de volta ao jogo com o Azimut, um SUV que simboliza a retomada da montadora russa no segmento dos utilitários médios. Com ele, a AvtoVAZ abre um novo capítulo, marcando o primeiro lançamento desde a saída da Renault e o início da guerra na Ucrânia.

Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.

Apresentado em junho de 2025 durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, o Lada Azimut é o primeiro SUV médio completamente novo da marca após mais de uma década. Posicionado como sucessor da Niva, o Azimut se apoia na plataforma do sedã Vesta (2015).

Com cerca de 966 novos componentes, entre eles uma estrutura ligeiramente alongada (4,42 m de comprimento, entre-eixos de 2,68 m) e altura livre de solo de 208 mm, garantem um design moderno com essência off-road.

Detalhes e conjunto mecânico

Lada Azimut
Lada Azimut tem cluster digital e central multimídia panorâmica, além de ar-condicionado digital
Imagem: Divulgação

Detalhes como as linhas horizontais sobre os para-lamas resgatam o legado da Lada, enquanto as rodas de liga leve de 18″ e suspensão traseira reforçada mostram sua aptidão para a vida urbana e trilhas leves.

Na parte mecânico, a Lada optou por manter a familiaridade, adotando motores a gasolina de 1.6 L (120 cv) e 1.8 L (132 cv), ambos com opções de câmbio manual de seis marchas ou transmissão CVT.

Além disso, já está nos planos uma versão turbinada de 150 cv, que promete desempenho mais dinâmico, ainda que os detalhes sobre tração integral fiquem para versões futuras . 

Lada Azimut
Lada Azimut vem com lanternas de LED e barra luminosa que atravessa toda a tampa do porta-malas
Imagem: Divulgação

O Azimut nasceu após a saída da Renault da AvtoVAZ, em 2022, quando projetos anteriores, como o novo Niva baseado na plataforma CMF‑B  foram abortados. Mesmo assim, o Azimut abre caminho para o reposicionamento da marca.

Com preço previsto entre 28.000 (R$ 177.800) e 33.500 € (aproximadamente R$ 212.725), torna-se o modelo mais caro da linha. A monopatia off-road da Niva cede espaço a um SUV com ambições mais amplas para o mercado russo do pós-guerra.

Lada Niva: jipe russo veio ao Brasil na década de 90


Lada Niva
Lada Niva original teve algumas unidades trazidas ao Brasil a partir do início dos anos 90
Imagem: Divulgação

Lada Niva 2021 Imagem: Divulgação

Enquanto o Lada Azimut se prepara para agitar o mercado russo como o primeiro SUV médio totalmente novo da Lada desde a saída da Renault, vale dar um pulo no passado para entender a herança que ele carrega.

O Lada Niva, ou VAZ‑2121, é um jipinho russo compacto e rústico que ganhou fama mundial por sua robustez e capacidade off-road. Com receita original de 1977, o Niva se destacou desde o início por sua construção monobloco, suspensão independente na dianteira e eixo rígido traseiro, combinados com tração integral permanente, reduzida e bloqueio de diferencial. 

Sob o capô, o clássico motor 1.7 L entrega cerca de 83 cv, o que não garante aceleração veloz, de 0 a 100 km/h, a versão tradicional faz em cerca de 17–23 segundos. Mas essa performance modesta é compensada por atributos que deixam muitos SUVs atuais no chinelo em trilhas: ângulos de ataque e saída avantajados (38° e 32°), vão livre de 217 mm, caixa reduzida e construção leve. E tem mais: além do modelo curto de três portas, surgiram versões cabriolet e cinco portas 

No Brasil, o Niva desembarcou em 1990 como uma das primeiras importações após o fim das restrições, e acabou conquistando adeptos entre trilheiros e amantes da liberdade sobre quatro rodas. Mas o design, já considerado antiquado, e a dificuldade de encontrar peças adaptadas ao nosso etanol enfraqueceram sua presença, as vendas oficiais cessaram em 1997, embora remessas isoladas tenham continuado até 1999 .

Ainda hoje, há registros de cerca de 8.500 Nivas no estado de São Paulo relíquias que, com ajustes e carinho, continuam atravessando lama, areia e trilhas com aquela obstinação que só os verdadeiros clássicos off-road conseguem.

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.