Após quatro anos de vida, o XF passa por sua primeira reestilização. E não se trata de uma simples mudança, mas sim de uma reformulação no visual claramente influenciada pelo topo de linha XJ, quem tem como objetivo incomodar rivais como BMW Série 5 e Audi A6. A estreia do novo sedã da Jaguar ocorre no Salão de Nova York; sua produção começa em julho.

A principal semelhança com o cupê de quatro portas está na frente, com faróis, capô, grade, para-choque e lanternas renovados. Segundo Adam Hatton, gerente de design da Jaguar, a intenção era “dar volume visual e presença ao XF”. Ainda de acordo com a montadora, foram usados sofisticados cálculos de dinâmica de fluídos, a fim de facilitar o fluxo de ar sob o carro e ao redor dos retrovisores e portas.

Internamente, há novos bancos e sistema de som com 30GB de capacidade de armazenamento. A Jaguar oferecerá quatro opções de áudio, sendo a mais poderosa da marca Bowers & Wilkins. Entre os equipamentos, destaque para o piloto automático adaptativo com frenagem automática.

Sob o capô, a maior novidade é o novo motor 2.2 i4D, de quatro cilindros e 190 cv. A Jaguar avisa que essa motorização responderá por 60% das vendas do modelo. Tanto este bloco quanto o V6 a diesel estão acoplados a um câmbio automático de oito velocidades e contam com o sistema start-stop.

XK

Aproveitando a mudança do XF, a Jaguar também deu um “tapa” no XK. O cupê, com desenho praticamente inalterado por seis anos, teve para-choques e grade redesenhados, enquanto os faróis ficaram menores e ganharam LEDs de funcionamento contínuo. Internamente, o volante foi modificado, há um novo seletor rotativo para as marchas, luzes ambiente e painel de instrumentos redesenhado. A Jaguar oferece 17 cores externas e três opções para a cabine.

A esportividade do XK é justificada pelo bloco 5.0 V8 supercharged, de 543 cv, capaz de levar o cupê aos 160 km/h em 8,7 segundos e à máxima de 298 km/h. 

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Rodrigo Mora

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