O número de acidentes fatais diminuiu neste carnaval, o que já é motivo de comemoração. Ou seja, menos motoristas abusando da alta velocidade e dirigindo com menos imprudências. E a consciência de utilização do cinto de segurança, inclusive no banco de trás, tem surtido efeito. Além de estar na legislação, utilizar o cinto no banco traseiro evita colocar em risco a vida de quem está na frente.

Segundo pesquisa da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), o uso do cinto de segurança no banco traseiro em algumas cidades do interior paulista ainda é pouco comum, chegando a 60% de passageiros sem cinto no banco de trás. Essa pesquisa apenas reflete o comportamento de muitos passageiros no país, que têm a falsa impressão de que quem está atrás anda mais protegido.

O Centro de Experimentação e Segurança Viária, CESVI, explica os motivos desta falsa impressão:

  • No caso de uma batida a 50 km/h, uma pessoa de 50 kg que esteja no banco traseiro pode ser arremessada na direção dos bancos dianteiros com um peso de cerca de 1,25 tonelada. É aí que está o perigo: o passageiro da frente pode ser esmagado contra seu próprio cinto de segurança;
  • Objetos soltos também podem causar grandes danos. Por isso, deixe-os no assoalho do carro, porta-malas ou porta-objetos específicos;
  • Transportar animais soltos também não é uma opção, pois além da distração, pode haver risco aos ocupantes dianteiros em caso de acidente;
  • O uso de objetos que prendam o cinto, como presilhas, também é proibido e aumenta o risco de ferimentos graves.

Lembre-se: não utilizar o cinto é infração grave, sujeita a multa de R$ 127,69, além de cinco pontos na carteira de habilitação.

Vinicius Montoia

Formado pela PUC-SP em jornalismo, Vinicius já atua no setor automobilístico desde 2013. É criador do canal Narração Esportiva do Youtube, projeto que conta a história dos maiores narradores esportivos do país

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