Estes foram os carros que mais desvalorizaram no Brasil em 2020

Lista divulgada por empresa especializada na precificação de veículos exibe 10 modelos que mais causaram prejuízo aos donos
Citroën C4 Lounge 2019

Citroën C4 Lounge 2019 | Imagem: Divulgação

O ano de 2020 vem sendo extremamente atípico para o mercado automotivo por conta da pandemia. A Anfavea, entidade que reúne as fabricantes nacionais, registrou uma queda de 28,1% na produção entre janeiro e novembro na comparação com igual período de 2019. Os números levam em consideração carros, comerciais leves, caminhões e ônibus.

O cenário de queda nas vendas e fábricas que precisaram ser fechadas no primeiro semestre acabou mostrando duas tendências. Se por um lado menos carros foram fabricados, o que elevou seus preços, a crise econômica jogou o valor de alguns modelos bem para baixo no setor de seminovos. 

Saiba mais: relembre os principais lançamentos de 2020

Um estudo realizado pela Kelley Blue Book, empresa especializada na precificação de veículos, mostrou os carros que mais desvalorizaram ao longo de 2020. Foram comparados os valores cobrados pelo modelo 0 km e seu preço médio de revenda após 12 meses de uso. Os dados foram gerados por algoritmos e validados por especialistas.

Os carros que mais desvalorizaram no Brasil em 2020

BMW Série 7

Maior sedã da marca bávara oferecido no Brasil, o BMW Série 7 perdeu 15,99% de seu valor após um ano de uso em relação aos preços cobrados quando era novo.

Mercedes-Benz Classe E

Mais um sedã luxo que entrou na lista foi o Mercedes-Benz Classe E, modelo intermediário da marca que fica entre o Classe C e o Classe S. Após 12 meses de uso, seu preço caiu 16,19% em média ao longo de 2020.

Mercedes-Benz Classe S 2016
Mercedes-Benz Classe S
Imagem: Divulgação

Mercedes-Benz Classe S

Um dos carros mais luxuosos da marca alemã vendidos no Brasil, o Mercedes-Benz Classe S desvalorizou mais que seu principal rival, o BMW Série 7. O modelo perdeu em média 16,47% de seu valor ao longo de um ano de uso em 2020.

Mercedes-Benz CLA 45 AMG

Sedã de entrada da Mercedes, o CLA não escapou da desvalorização vista por outros modelos da marca. Em sua versão esportiva, a CLA 45 AMG, o carro perdeu em média 18,50% de seu valor após 12 meses de uso.

Audi A3 Sedan

Mais um sedã de entrada vindo de marca premium, o Audi A3 Sedan superou o rival da estrela de três pontas e desvalorização. Ao longo de 2020, o carro perdeu em média 19,32% de seu preço após um ano de uso.

Acima o Audi A3 Sedan Prestige Plus 25 anos
Acima o Audi A3 Sedan Prestige Plus 25 anos
Imagem: Divulgação

Suzuki Jimny Sierra

Um dos principais lançamentos da marca para o Brasil no ano passado, a nova geração do Suzuki Jimny chegou importada e cara. Com isso, os modelos seminovos desvalorizaram em média 20,29% em 2020 após 12 meses de uso.

Suzuki Jimny Sierra 2020
Suzuki Jimny Sierra 2020
Imagem: Divulgação

Citroën C4 Lounge

Com rumores praticamente confirmando seu fim e participando de uma faixa de preço que está sendo praticamente dominada por SUVs, o Citroën C4 Lounge desvalorizou em média 20,88% após um ano de uso ao longo de 2020.

Audi A6

Iniciando o pódio entre os que mais perderam valor, o Audi A6 viu seu preço de comercialização após um ano de uso cair 21,16% em 2020 segundo os dados da KBB. Com isso, sua performance foi pior que a de seu principal rival na lista: o Mercedes-Benz Classe E.

Fiat Weekend

Antiga e de uma categoria que agoniza no mercado brasileiro, uma das últimas peruas acessíveis do mercado nacional deixou de ser fabricada em janeiro. Com isso, os preços de comercialização das unidades seminovas foram afetados. Em média, a Fiat Weekend perdeu, em 2020, 23,74% de seu valor após um ano de uso.

Últimas unidades da Fiat Weekend saindo da linha de produção em Betim (MG)
Últimas unidades da Fiat Weekend saindo da linha de produção em Betim (MG)
Imagem: Divulgação

Jaguar XJ

Um dos poucos modelos que a tradicional marca britânica oferece no Brasil, o Jaguar XF foi o campeão de desvalorização em 2020. Segundo os dados da KBB, o sedan de luxo da empresa perdeu em média 24,60% de seu valor após um ano de uso, ou praticamente um quarto de seu preço original.