O 500 (Cinquecento para uns, quinhentos para outros) foi, ao lado do Punto, o divisor de águas para a Fiat pouco mais de dez anos atrás. A montadora italiana caminhava para uma situação equivalente a um coma na Europa até que sacou o hatch compacto rebatizado Grande Punto, criado sob a batuta de ninguém menos que Giorgetto Giugiaro, mago do design que hoje está casado com a Volkswagen.

Isso foi em 2005. Dois anos mais tarde, numa festa que mobilizou a cidade de Turim, sede da Fiat, a marca apresentou o novo 500, uma releitura moderna e maior do diminuto modelo da década de 50. Foi um êxtase do orgulho italiano mesmo o ‘Cinquecento’ sendo fabricado na Polônia.

Numa época em que os modelos retrô andavam ainda em alta, o 500 conseguiu a proeza de reintroduzir a Fiat no mercado norte-americano. Embora pequeno e compartilhando componentes com veículos simples, o 500 era considerado um carro “premium” e fez sucesso inclusive no Brasil, sobretudo quando foi importado do México.

A melhor fase do carrinho foi em 2012 com quase 16 mil emplacamentos. Mas, abatido pelo dólar mais alto e pela limitação de importação, o 500 definhou nos últimos anos parando na linha 2015 até que no ano passado a Fiat decidiu trazer um novo lote em versão única e ainda da linha 2017. Apesar de esquecido pela montadora, o 500 esgotou rapidamente as quase 400 unidades importadas.

Motor de 137 cv

Agora, quem sabe, o modelo pode ter um novo bom momento no Brasil. Com o fim do Inovar Auto em dezembro já não existe uma penalidade para importá-lo nem cotas para limitar sua demanda. E uma boa notícia vem justamente dos Estados Unidos, cliente comum do 500 mexicano.

Segundo a imprensa americana, o 500 2018 terá um novo motor 1.4 turbo como item padrão na linha. A versão turbo já foi vendida por lá, mas agora trata-se de um motor mais eficiente com 137 cv de potência e quase 21 kg de torque – hoje o 500 americano utiliza um motor 1.4 aspirado enquanto o brasileiro leva um 1.4 8V flex. A Fiat também revelou que o Cinquecento 2018 receberá melhorias em suspensão e freios além de um visual mais esportivo que lembra a versão Abarth.

Apesar das novidades que serão introduzidas na linha de montagem mexicana, nada garante que a Fiat brasileira voltará a importar o 500. A marca está mais preocupada em recuperar espaço perdido no mercado para a Volkswagen, que este ano a ultrapassou. O sedã Cronos é peça chave nessa estratégia assim como nos novos modelos planejados para serem lançados a partir de 2020. Mas que uma nova safra de 500 não faria nada mal isso não há dúvida. É só ver como foi a procura da versão 2017.

 
 
Fiat 500 2017
 
Fiat 500 2017
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Fiat 500 2017
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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/

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