Fiat Idea e outros 4 carros usados com câmbio automatizado para fugir

Sistema de transmissão não é recomendado por uma série de questões, não apenas defeitos. Veja modelos para evitar
Fiat Idea Adventure Extreme

Fiat Idea Adventure Extreme | Imagem: Divulgação

Na década passada, algumas fabricantes resolveram lançar versões equipadas com câmbio automatizado como uma alternativa mais em conta em relação aos automáticos convencionais.

Mas a ideia não deu muito certo, já que logo apareceram problemas técnicos, além de trancos incômodos entre as trocas de marchas.

Para quem não sabe, na prática trata-se de um sistema de embreagem que substitui o famoso pedal e faz o trabalho de engatar as marchas, o que, dependendo do dispositivo, oferecia um desempenho de razoável para ruim.

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Então, os modelos com câmbios automatizados acabaram sendo substituídos aos poucos pelos veículos equipados com caixa automática do tipo CVT, que funcionam com mais suavidade sem custar muito. Porém, ainda restam no mercado de usados alguns modelos com câmbio robotizado, como também são chamados e que costumam apresentar problemas, além de não serem tão agradáveis de dirigir.

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1 - Volkswagen Gol I-Motion

VW Gol: modelo foi o usado mais negociado em setembro; acima detalhe de unidade 2011
VW Gol G5 chegou a ter versões I-Motion, com câmbio robotizado, que não é recomendável
Imagem: Divulgação

Em outubro de 2009, a Volkswagen lançou o hatch compacto com caixa automatizada para quem gostaria de não ter o esforço de trocar de marcha no anda e para do trânsito sem ter que pagar caro por um câmbio automático com conversor de torque.

Mas o sistema I-Motion costuma apresentar defeitos. Segundo relatos de proprietários, os mais comuns são vazamento de fluido do atuador da embreagem e do robô. Além disso, há reclamações de embreagem patinando. Vale bem mais a pena a versão automatica de verdade, disponível a partir de setembro de 2018. 

2 -  Chevrolet Agile Easytronic

Chevrolet Agile
Chevrolet Agile Easytronic apresenta trancos entre as trocas, além de uma série de outros defeitos
Imagem: Divulgação

O hatch compacto já não é um dos melhores carros que a GM colocou no mercado. Tem a mesma base da primeira geração do Corsa e não é um exemplo de um carro bem pensado. Na versão com câmbio automatizado, então, a única saída é fugir. 

Há várias reclamações de donos sobre trepidações, trancos e imprecisões do sistema de transmissão, que também foi adotado em outros modelos da GM da década passada, entre os quais a minivan Meriva

3 - Fiat Idea

Fiat Idea
Fiat Idea Dualogic deve ser evitada no mercado de usados. Melhor optar pelas versões com câmbio manual
magem: Divulgação

A minivan da marca italiana também é outro modelo para torcer o nariz, mesmo sem o câmbio automatizado Dualogic. Com ele, então, não resta dúvida: desista e vá atrás de outro carro. A Fiat bem que tentou dar uma melhorada no funcionamento do sistema, mas em vão. 

Não faltam reclamações de defeitos no sensor de detecção de marcha, principalmente nas versões com teclas no lugar da alavanca de câmbio, que passam para neutro sem o comando do motorista. Isso acabou gerando um recall, mas o mais prudente é deixar de lado as versões Dualogic. 

4 - Renault Sandero Easy-R

Renault Sandero 2017
Renault Sandero Easy-R durou apenas seis anos e saiu de linha em 2019, com uma reputação negativa
 Imagem: Divulgação

A marca francesa também tentou convencer que uma caixa robotizada seria uma boa alternativa para quem não podia pagar caro por um câmbio automático com conversor de torque. Então, passou a oferecer o sistema Easy R para Sandero e Logan. 

Esta escolha começou a estar disponível a partir de meados de 2010, mas logo mostrou imperfeições e trocas de marchas bruscas. Não durou nem seis anos anos no mercado e foi descontinuado em 2019. 

5 - Mercedes Classe A

Mercedes-Benz Classe A
Mercedes-Benz Classe A também chegou a ter versão com câmbio robotizado, sem pedal da embreagem
Imagem: Divulgação

A primeira geração do monovolume subcompacto fabricado em Juiz de Fora (MG), a partir de 1999 também chegou a ter versão com caixa de marchas automatizada. Veio com alavanca de marchas e sem o pedal da embreagem, que era acionada por robô. 

Não foi diferente das demais caixas robotizadas, embora com um pouco mais de eficiência. Porém, se for comprar um Classe A usado, prefira as versões com câmbio manual ou automática, com conversor de torque, que são mais robustas e raramente exigem manutenção. 

Carlos Guimarães

Jornalista há mais de 20 anos, já acelerou várias novidades, mas não dispensa seu clássico no final de semana