GM anuncia mais R$ 3,5 bilhões em investimentos no Brasil; saiba o que vem por aí
Novo aporte eleva para R$ 10,5 bilhões o investido até 2028 no mercado brasileiro
A GM faz o anúncio oficial de que vai investir mais R$ 3,5 bilhões em suas fábricas no Brasil. Com isso, chega a R$ 10,5 bilhões o plano de investimentos no país até 2028. O presidente da GM da América do Sul, Thomas Owsianski e o vice-presidente da empresa, Fabio Rua, estiveram em Brasília (DF) em uma cerimônia com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
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De acordo com comunicado à imprensa, a GM diz que o novo investimento apoiará a renovação do portfólio da Chevrolet, a incorporação de novas tecnologias aos veículos produzidos e comercializados no Brasil, incluindo modelos híbridos, além da modernização das fábricas e da ampliação das capacidades de engenharia e manufatura.
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Quais serão as novidades?

Imagem: Divulgação
Embora a GM ainda não tenha confirmado, de acordo com o site Autos Segredos, uma das novidades que estão a caminho é o SUV Tracker híbrido leve com sistema de 48 Volts, do mesmo tipo adotado pela Stellantis no Jeep Renegade, no Commander e na picape Fiat Toro.
Com o sistema híbrido leve de 48 Volts, o Chevrolet Tracker da linha 2027 deverá ficar um pouco mais econômico que os rivais Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta, que ainda não contam com eletrificação. Isso porque, em média, com o auxílio do motor elétrico, o gasto de combustível cai entre 10% e 15%.
Considerando os dados atuais do Inmetro e acrescentando 10% de melhora, o Tracker 1.0, já equipado com injeção direta, faria, pelo menos, 12,7 km/l de gasolina na cidade e 15,2 km/l na estrada, números um pouco mais animadores que de T-Cross (12,1 km/l e 14,5 km/l) e Creta (12 km/l e 12,7 km/l).
Com etanol, seguindo o mesmo raciocínio, o modelo híbrido leve da GM também deverá ficar ligeiramente na frente dos rivais da Volkswagen e Hyundai, com 8,9 km/l em trechos urbanos e 10,9 km/l em rodoviários, ante 8,5 km/l e 10,2 km/l do T-Cross e 8,4 km/l e 9 km/l do Creta, respectivamente.
Mesmo com sistema híbrido leve de 48V, a GM não deverá aumentar muito o preço do Tracker para se manter competitivo. Atualmente, a versão LT 1.0 sai por sugeridos R$ 145.490, ante R$ 181.990 do Volkswagen T-Cross Comfortline e R$ 151.290 do Hyundai Creta Comfort.
É possível que as rivais reduzam seus preços enquanto não tiverem versões híbridas flex, algo que deverá se tornar cada vez mais comum. No segmento de SUV compactos, o primeiro foi o Toyota Yaris Cross, que vem com sistema híbrido completo, o que inclui um motor elétrico que traciona das rodas em baixas velocidades.
Para enfrentar os fortes rivais

Imagem: Chevrolet
Depois do SUV Tracker, a GM deverá acotar o mesmo sistema híbrido leve na picape Montana, que vai ter que enfrentar fortes concorrentes a partir do segundo semestre, començando com a Renault Niagara. Depois, no início de 2027, chegerá a Volkswagen Tukan, já eletrificada.
A BYD também planeja lançar até o final de 2026 uma picape híbrida do porte da Fiat Toro e baseada no SUV Song Pro. Um protótipo chegou a ser mostrado na Agrishow,maior evento do setor de agronegócio do Brasil, no final de abril.
