Honda Civic 2027 pode fazer quase 21 km/l, mas o sedã virou raridade nas lojas no Brasil
Versões híbridas passam a ter o mesmo câmbio do cupê esportivo Prelude, entre outras novidades
O Honda Civic 2027 já começa a desembarcar nas concessionárias norte-americanas, com a inédita versão Sport-L, recurso que só aparecia na versão topo de linha. No sedã, a porta de entrada é a versão LX, com preço sugerido de US$ 24.995 (R$ 125.719). A Sport vem logo acima, a partir de US$ 26.995 (R$ 135.784), e a nova Sport-L começa em US$ 28.495 (R$ 143.329).
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As três versões do modelo da Honda compartilham o mesmo conjunto mecânico: motor 2.0 a gasolina e câmbio CVT, aquele do tipo automático continuamente variável. Para quem prefere eletrificação, o sedã oferece ainda a Sport Hybrid, a partir de US$ 29.695 (R$ 149.366), e a Sport Touring Hybrid, que parte de US$ 32.695 (R$ 164.483).
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Já o hatch é um pouco mais salgado. Ele é vendido nas versões Sport, Sport-L, Sport Hybrid e Sport Touring Hybrid, com preços que vão de US$ 28.195 (R$ 141.820) a US$ 33.895 (R$ 170.491).
A Sport-L herda o estofamento em couro do Sport Touring Hybrid e soma bancos dianteiros aquecidos e com ajuste elétrico, ar-condicionado digital de duas zonas, espelhos de cortesia iluminados, bolso no encosto do banco do passageiro e acabamento interno em prata. Até agora, tudo isso era exclusividade das versões híbridas ou da Sport Touring Hybrid.
A Sport-L se encaixa entre a Sport e a Sport Hybrid na gama. Ela chega às lojas até o fim do ano. No Brasil, o Civic ainda se mantém no catálogo da marca japonesa, mas suas vendas caíram bastante. Além disso, não é fácil encontrar o modelo em qualquer concessionária. E pelo menos por enquanto, ainda não há previsão de chegada da linha 2027 ao mercado brasileiro.
Um “câmbio de esportivo” no híbrido

Imagem: Divulgação
A Sport Touring Hybrid 2027 recebe a tecnologia Honda S+ Shift, que estreou no Prelude 2026. O sistema simula o comportamento de uma transmissão de alto desempenho.
Isso inclui reduções de marcha virtuais com ajuste de rotação, a possibilidade de segurar a marcha e um som de motor mais encorpado. Segundo a marca, é a experiência de condução eletrificada mais envolvente que ela já ofereceu.
Com as mudanças, a linha 2027 do Civic chega a fazer 20,8 km/l na média combinada oficial da versão híbrida, segundo o ciclo EPA, com gasolina norte-americana, bem diferente da vendida no Brasil, que tem até 32% de etanol. No mercado brasileiro, porém, o Civic atual registra 18,4 km/l na cidade e 15,9 km/l na estrada, segundo o Inmetro.
Honda está com pressa

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A fabricante quer o Civic 2027 nas lojas o quanto antes. Considerado pela empresa o compacto mais vendido dos Estados Unidos, o modelo vive uma fase muito boa.
De janeiro a setembro, no mercado norte-americano, linha Civic somou mais de 195 mil unidades vendidas, alta de mais de 5%. E a marca como um todo também está em alta, a American Honda teve seu melhor setembro desde 2020, com crescimento de quase 18% e cerca de 112 mil unidades entregues no mês.
O terceiro trimestre foi o melhor desde 2019, com mais de 358 mil veículos, avanço de mais de nove pontos percentuais. No acumulado do ano, as vendas chegam a 1.045.593 unidades, quase 5% acima do mesmo período anterior.
Vendas despencaram no Brasil

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Enquanto os americanos ganham versão nova, por aqui a situação é diferente. Quem entra hoje numa concessionária Honda procurando um Civic pode sair de mãos vazias.
O sedã continua no catálogo, mas a geração atual vem importada da Tailândia, só com o sistema híbrido e:HEV, e parte de cerca de R$ 266.500. Nada de LX, Sport ou Sport-L: aqui existe uma única configuração, a Advanced Hybrid.
E o problema não é só o preço. O modelo passou meses com estoque muito limitado. Segundo o ranking AUTOO, entre janeiro e maio de 2026, apenas sete unidades foram emplacadas, e o Civic fechou os sete primeiros meses do ano com só 34 carros registrados no país. Em julho, quando voltou a aparecer com mais força, foram 24 emplacamentos, ou seja, quase tudo o que foi vendido no ano saiu de um único lote. No acumulado de janeiro a setembro, foram vendidas 73 unidades.
Para comparar, só em julho o Toyota Corolla somou 1.665 unidades, quase 49 vezes o acumulado anual do rival da Honda, os dois brigavam pela liderança dos sedãs médios.
