Hyperion XP-1 roda mais de 1.600 km com um tanque de hidrogênio

Superesportivo movido a células de combustível tem até painéis solares para ajudar no fornecimento de energia
Hyperion XP-1

Hyperion XP-1 | Imagem: Divulgação

Apesar de não ser o sistema mais comum de eletrificação, os carros movidos por células de combustível utilizam hidrogênio para gerar eletricidade, dando-lhes capacidade de serem abastecidos em postos tão rapidamente quanto um modelo a combustão. Foi esse caminho escolhido pelos norte-americanos da Hyperion ao darem os primeiros detalhes do XP-1.

Trata-se de um superesportivo movido a células de combustível com capacidades superlativas. Pesando 1.032 kg graças ao uso de uma liga de metal com fibra de carbono e titânio, a Hyperion promete uma autonomia de 1.635 km ao XP-1 antes de os tanques de hidrogênio precisarem ser abastecidos. A reação química entre o hidrogênio dos tanques e o oxigênio da atmosfera gera água pura (H20) e a eletricidade que moverá o veículo.

O conjunto motriz é composto por quatro motores elétricos, um em cada roda. Com o auxílio de uma transmissão de três velocidades, o Hyperion XP-1 promete acelerar de 0 a 96 km/h em 2,2 segundos, além de ter uma velocidade máxima superior a 356 km/h. Para frear o carro, serão utilizados freios de carbono-cerâmica. As rodas de 21 polegadas na dianteira e de 22 polegadas na traseira fecham o pacote.

Os longos arcos curvados nas laterais, mais do que complementar as linhas do XP-1, servem como painéis solares com capacidade de oferecer ate 1,5 kWh extra de capacidade, além de poderem se articular buscando o melhor ângulo para captar a luz solar. Falando em linhas, o carro se assemelha ao Bugatti Chiron sob diversos ângulos.

Por dentro a cabine contará com bancos de fibra de carbono revestidos por couro costurado a mão. Além disso, o interior do Hyperion XP-1 promete ser dominado por uma tela digital curvada multifunções com 98 polegadas. A empresa se comprometeu a produzir 300 unidades do superesportivo movido a hidrogênio. Os preços ainda não foram definidos e as entregas devem começar apenas a partir de 2022.

 
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