Jeep Avenger chega a 300 mil pedidos, mas vendas ainda engatinham no Brasil
SUV é o Jeep mais vendido na Europa, enquanto modelo nacional ainda busca seu espaço; marca prepara retorno do Renegade ao mercado europeu
O Jeep Avenger alcançou a marca de 300 mil pedidos desde seu lançamento, em 2023. O SUV compacto é hoje o modelo mais vendido da Jeep na Europa, mas ainda começa a mostrar qual será seu potencial no Brasil, onde passou a ser produzido neste ano.
Depois de 336 unidades emplacadas em agosto, período em que a Jeep começou a formar a frota de exposição das concessionárias, o Avenger registrou 1.867 unidades em setembro. Em outubro, até o dia 19, foram 876 veículos, segundo dados de emplacamentos.
Ainda é cedo para definir o patamar de vendas do novo SUV. Além de estar há pouco tempo nas concessionárias, outubro ainda não terminou e os emplacamentos podem se concentrar nos últimos dias do mês. Por enquanto, setembro é o único mês completo com o Avenger efetivamente disponível no mercado.
O desempenho brasileiro ainda é pequeno diante da trajetória que o modelo construiu principalmente na Europa. A Jeep informou nesta segunda-feira (20) que o Avenger chegou aos 300 mil pedidos desde o lançamento e é comercializado atualmente em mais de 70 mercados.
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A fabricante, no entanto, não esclareceu se os 300 mil pedidos correspondem apenas à Europa ou ao volume global. O comunicado destaca o desempenho europeu e compara o Avenger com as 610 mil unidades alcançadas pelo Renegade durante todo seu ciclo comercial no mesmo perímetro, mas também menciona a presença do SUV em dezenas de países.
Segundo a Jeep, cerca de 60% das vendas do Avenger correspondem às versões eletrificadas. Na Europa, o SUV é oferecido com motores a gasolina, híbrido, elétrico e também na configuração 4xe com tração integral. Na Itália, tornou-se o SUV mais vendido e ocupa a segunda posição do mercado considerando todos os segmentos e tipos de motorização.
Brasil tomou caminho diferente
Apresentado originalmente no Salão de Paris de 2022, o Avenger nasceu como o primeiro Jeep totalmente elétrico e foi desenvolvido especialmente para o mercado europeu. Posteriormente, a oferta foi ampliada com outras motorizações.
No Brasil, a Stellantis iniciou a produção do modelo em Porto Real (RJ) em julho de 2026. Todas as versões nacionais utilizam o motor 1.0 turbo flex T200 associado a um sistema híbrido leve de 12 V.

A chegada do Avenger também abriu uma nova faixa de atuação para a Jeep no país. Com pouco mais de quatro metros de comprimento, o SUV foi posicionado abaixo do Renegade e passou a disputar espaço entre modelos compactos como Fiat Pulse, Volkswagen Tera e Renault Kardian.
A diferença em relação à Europa é que o Avenger brasileiro já precisa conviver com o Renegade dentro da mesma linha da Jeep. No mercado europeu, o modelo mais antigo deixou de ser comercializado, mas a ausência será temporária.
Renegade voltará à Europa
Durante o Salão de Paris de 2026, a Jeep anunciou que pretende ampliar sua oferta europeia para até seis modelos até 2030, atuando nos segmentos B, C e D. Entre as novidades está justamente uma nova geração do Renegade, prevista para chegar até o fim da década.
O modelo teve papel importante na expansão da Jeep na região. Lançado em 2014, acumulou mais de 610 mil unidades vendidas na Europa antes de deixar o mercado. A próxima geração deverá voltar a ocupar uma posição importante na parte inferior da oferta da marca, ao lado do Avenger.

O plano apresentado em Paris inclui ainda o novo Compass, já lançado no segmento C, e a entrada do Recon no segmento D, seguida por outro modelo previsto para 2028. A intenção da Jeep é ter produtos capazes de cobrir cerca de 90% do mercado europeu de SUVs até 2030.
O Avenger chega a esse novo ciclo como um dos principais responsáveis pela recuperação da marca na Europa. No Brasil, onde sua história comercial começou apenas há algumas semanas, os próximos meses mostrarão se o menor Jeep também conseguirá alcançar volumes relevantes ao lado de Renegade, Compass e Commander.
