Longe dos carros: Renault vai produzir drones kamikazes na França a partir de 2027
Montadora francesa firmou parceria com a empresa de defesa Thales para fabricar até mil unidades por mês do modelo TOUTATIS
A Renault decidiu atuar em um setor bem diferente do automotivo. A montadora francesa anunciou uma parceria com a Thales, uma das maiores empresas de defesa da Europa, para desenvolver e fabricar drones kamikazes na França.
O acordo prevê a produção do drone TOUTATIS em larga escala a partir de 2027. Segundo as empresas, a meta é atingir uma capacidade de mil unidades por mês já no primeiro ano de fabricação.
A Renault não ficará responsável pelo desenvolvimento militar do equipamento. O papel da fabricante será aplicar sua experiência em engenharia industrial, processos produtivos e fabricação em grande volume para acelerar a produção do sistema criado pela Thales.
O TOUTATIS é classificado como uma munição guiada de curto alcance. Diferentemente de drones usados apenas para reconhecimento, ele carrega uma carga explosiva e é projetado para atingir o alvo diretamente.
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De acordo com a Thales, o equipamento pode ser lançado por tropas em solo, veículos militares, aeronaves ou embarcações. O drone também foi desenvolvido para resistir a interferências eletrônicas e pode operar em conjunto com outros exemplares em missões coordenadas.

A parceria ocorre em meio ao aumento da produção de equipamentos militares na Europa. Nos últimos anos, diversos países europeus passaram a investir mais em tecnologias como drones, munições guiadas e sistemas autônomos após mudanças no cenário de segurança do continente.
A colaboração entre Renault e Thales não se limita aos drones. Durante o salão de defesa Eurosatory, as empresas também apresentaram o 4 TROOP, um veículo tático equipado com sensores, drones embarcados, sistemas de comunicação protegidos e ferramentas de apoio à decisão baseadas em inteligência artificial. Ele é baseado no SUV Rafale, vendido no continente.
Embora seja incomum ver uma montadora envolvida na produção de equipamentos militares, a experiência industrial do setor automotivo tem sido cada vez mais utilizada em projetos que exigem fabricação em larga escala e custos reduzidos.
