Metade das concessionárias Ford não quer vender carros elétricos nos EUA

Alto investimento e baixas vendas fizeram com que revendedores se afastassem da ideia
Ford F-150 Lightning Platinum 2022

Ford F-150 Lightning Platinum 2022 | Imagem: Divulgação

Metade das quase 3.000 concessionárias Ford nos EUA não querem vender carros e picapes elétricas no país. O alto investimento teria afastado cerca de 1.550 revendedores da ideia de vender e fazer a manutenção de carros a bateria.

Segundo o site Detroit Free Press, há um ano, o CEO da Ford, Jim Farley, havia “garantido compromissos” de 2 em cada 3 revendedores para apostar tudo na venda de elétricos, mas não foi isso o que aconteceu.

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“As taxas de adoção de veículos elétricos variam em todo o país e acreditamos que nossos revendedores conhecem melhor seu mercado”, disse o porta-voz da Ford, Marty Gunsberg. 

“Como os concessionários Ford concluíram as suas próprias avaliações do mercado local, as inscrições para 2024 representam pouco mais de 50% da rede, colocando 86% da população num raio de 32 km de um concessionário Ford que possa vender e fazer a manutenção de um elétrico”, concluiu.

Inicialmente, a Ford disse que seus revendedores precisavam decidir se queriam pagar cerca de US$ 500 mil a US$ 1,2 milhão (entre R$ 2,4 milhões e R$ 4,8 milhões)  para instalar a infraestrutura de carregamento e obter o status de certificação especial. 

Ford Mustang Mach-E GT 2021
Ford Mustang Mach-E GT
Imagem: Divulgação

Se os revendedores não tiverem estações de carregamento, eles não poderão fazer a manutenção dos veículos elétricos. Um segundo período de certificação vai acontecer em 2027, depois de a Ford ter começado a lançar a sua nova linha de veículos elétricos.

Hoje a marca vende o Mustang Mach-E, oferecido no Brasil por R$ 486 mil, F-150 Lightning, que deve chegar no ano que vem, e o furgão E-Transit.

Segundo o jornal Chicago Tribune, a taxa de certificação levou concessionários a entrar na Justiça contra a Ford. Em um caso, um conselho de Illinois decidiu a favor de um grupo de lojistas que alegava que o programa da Ford violava as leis estaduais. A Ford planeja apelar da decisão, de acordo com a publicação.

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Além das altas taxas, lojistas dizem que as vendas dos elétricos andam em baixa e não justificam o investimento. No início de dezembro, a Ford reduziu a produção da F-150 Lightning após cortar temporariamente um turno de produção em outubro. 

A empresa vendeu 16 mil picapes elétricas nos primeiros nove meses de 2023, uma pequena fração dos cerca de 570 mil unidades de toda a Série F. A picape é o carro mais vendido dos EUA. A montadora também adiou um investimento de US$ 12 bilhões na fabricação de veículos elétricos em meio à desaceleração das vendas.

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