Não gosta de câmbio CVT? A Toyota quer mudar sua opinião

Japonesa apresenta seu novo câmbio CVT com tecnologia inovadora para carros de passeio
Nova transmissão Direct Shift-CVT da Toyota

Nova transmissão Direct Shift-CVT da Toyota | Imagem: Divulgação

A Toyota revelou nesta segunda-feira (26) algumas boas novidades que serão trazidas para sua mais recente plataforma modular, a TNGA, que atualmente dá vida ao Prius comercializado no Brasil e também servirá de base para a próxima geração do Corolla. Por tudo isso, é bom ficarmos de olho no que a japonesa está desenvolvendo e muito provavelmente será aplicado na evolução do sedã médio líder do segmento no Brasil.

Começando pelo campo da transmissão, a Toyota revelou nesta segunda sua nova caixa Direct Shift-CVT. O grande destaque da transmissão fica por conta da introdução de uma engrenagem de partida no conjunto do câmbio, a primeira do tipo em um carro de passeio. Segundo a Toyota, a novidade deverá conferir “respostas mais diretas e trocas altamente responsivas” ao câmbio CVT, algo que muita gente sente falta nesse tipo de transmissão. Mesmo com a nova engrenagem de partida o câmbio CVT da Toyota não perdeu em eficiência, o que é o principal apelo dessa transmissão, muito pelo contrário. De acordo com os dados divulgados pela marca, a nova caixa Direct Shift-CVT consegue ser 6% mais eficiente que o câmbio CVT atualmente usado pela fabricante.

Ainda segundo a Toyota explica, a utilização de engrenagens de partida resulta em uma carga de entrada reduzida. Isso possibilita a diminuição do tamanho dos componentes de correia e polia. O ângulo da correia e os diâmetros de polia foram otimizados, originando velocidades de troca 20% mais rápidas, com ganhos em aceleração e equilíbrio do conjunto. O vídeo abaixo explica mais detalhes: 

Como ainda registra uma procura considerável em alguns mercados, a Toyota também revelou hoje uma nova transmissão manual de 6 marchas. “Comparada à versão existente, a massa (volume) total do novo sistema foi reduzida em 7 kg e o comprimento em 24 mm. As novas configurações traçam o perfil de uma das menores transmissões do mundo, contribuindo de forma direta para eficiência de combustível”, explica a marca japonesa. A nova caixa também conta com o sistema iMT (Intelligent Manual Transmission), que ajusta automaticamente as rotações do motor nas trocas de marcha, oferecendo trocas livres de recuos e mais suaves.

Entre os motores, a Toyota também anunciou excelentes novidades buscando mais eficiência. Os novos motores 2.0 da linha Dynamic Force Engine foram construídos para aplicação isolada ou formando um conjunto de propulsão híbrida.

O motor 2.0 a gasolina, por exemplo, traz soluções avançadas como o uso de injeção de combustível direta e indireta e aprimoramentos construtivos como as sedes das válvulas delineadas a laser. De uma maneira geral, a busca da Toyota foi para que o motor 2.0 a combustão entregasse ótimos números em termos de eficiência térmica, gerando alta potência devido a uma redução da perda de energia relacionada aos sistemas de resfriamento e escape e ao movimento de peças mecânicas. Com isso, o novo motor 2.0 consegue uma excepcional eficiência térmica da ordem de 40%, atingindo até 41% em sua variante para conjuntos propulsores híbridos.

O torque do motor 2.0 Dynamic Force também está bem superior ao notado em blocos semelhantes da Toyota atualmente, bem como eles já estão preparados para atender as novas regras de emissões mais rígidas que passarão a vigorar em diferentes mercados.

A Toyota também desenvolveu um novo sistema de propulsão híbrido especialmente concebido para o novo motor 2.0. Chamado de THS II, o conjunto recebeu as mesmas tecnologias redutoras de tamanho, peso e perda consideradas na quarta geração do Prius. Nas acelerações, por exemplo, o sistema híbrido reduz as rotações do motor enquanto extrai maior energia elétrica da bateria, para proporcionar sensação de aceleração linear e prolongada.

Por fim, a Toyota avançou também em seus sistemas de tração integral. O novo sistema de Vetorização Dinâmica do Torque é usado em veículos com motor a gasolina. Ele distribui o torque independentemente às rodas traseiras conforme as condições de condução e, segundo a Toyota, permite que os veículos com ele equipado contem com alto desempenho off-road até mesmo nas estradas mais severas. Ele também integra um mecanismo de desconexão que conta com as primeiras embreagens de escora do tipo catraca nos eixos das rodas dianteiras e traseiras. Essas embreagens param as rotações do sistema, que conduzem a força de transmissão até as rodas traseiras no modo 2WD, com redução significativa para perda de energia e melhora da eficiência de combustível.

O novo sistema E-Four, por sua vez, será usado em veículos híbridos. O sistema aumenta o torque total das rodas traseiras, transmitidas eletricamente, em 30% quando comparado às versões atuais. Ao adotar um novo sistema de controle que distribui o torque perfeitamente até as rodas traseiras, com base nas condições de condução, o sistema E-Four oferece mais estabilidade na condução, acrescenta a Toyota.

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