Oficial: SUV elétrico ID. Tiguan é apresentado e vai substituir ID.4 e ID.5
Novo modelo troca a identidade da primeira geração de elétricos da Volkswagen por um nome conhecido e terá autonomia próxima de 600 km
A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira (9) o ID. Tiguan, SUV elétrico que substituirá de uma só vez os atuais ID.4 e ID.5. Mais do que uma troca de geração, a mudança encerra uma experiência iniciada em 2020 e coloca um dos nomes mais conhecidos da marca em uma categoria cada vez mais disputada.
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O ID.4 não fez feio comercialmente. Junto do ID.5, somou 53.700 entregas mundiais apenas no primeiro semestre deste ano. Mas os números ficaram distantes da força que se espera de um Volkswagen no mercado europeu: somente o Tesla Model Y registrou mais de 109 mil unidades na região no mesmo período.
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Até modelos do próprio Grupo Volkswagen passaram a incomodar. O Škoda Elroq, lançado anos depois do ID.4, rapidamente se colocou entre os elétricos mais vendidos da Europa.
Ao mesmo tempo, fabricantes chinesas ampliaram rapidamente sua presença no continente, sobretudo em segmentos nos quais preço, autonomia e quantidade de equipamentos têm peso elevado. É nesse cenário que a Volkswagen decidiu não apenas renovar o ID.4, mas também abandonar seu nome.

Imagem: VW
ID. Tiguan não é um Tiguan elétrico
Apesar do nome, o novo modelo não é simplesmente a versão elétrica do Tiguan conhecido. Os dois SUVs continuarão sendo vendidos paralelamente e utilizam arquiteturas diferentes.
O ID. Tiguan mede cerca de 4,62 metros de comprimento, aproximadamente oito centímetros a mais que o Tiguan europeu a combustão e híbrido. A carroceria também é própria e, visualmente, os dois têm pouca coisa em comum.
A aproximação está muito mais no posicionamento. O Tiguan é um dos carros de maior sucesso da Volkswagen, com mais de 8 milhões de unidades produzidas desde 2007. Usar esse nome dá ao novo elétrico uma referência que ID.4 e ID.5 nunca tiveram fora da família ID.
A estratégia não ficará restrita ao SUV. A Volkswagen já começou a recuperar nomes tradicionais para seus próximos elétricos, caso do ID. Polo, numa mudança em relação à nomenclatura numérica adotada quando lançou sua primeira geração de modelos sobre a plataforma MEB.

Imagem: VW
Novo SUV corrige pontos criticados do ID.4
O ID. Tiguan utiliza a evolução MEB+ da arquitetura elétrica da Volkswagen. Além de mudanças técnicas, a fabricante aproveitou a nova geração para rever soluções adotadas no ID.4 e em outros primeiros integrantes da família ID.
O interior volta a ter mais comandos físicos, incluindo botões no volante, depois das críticas aos controles sensíveis ao toque utilizados pela Volkswagen nos últimos anos. O painel também foi redesenhado e recebe uma central multimídia de 15 polegadas e uma tela adicional para o passageiro dianteiro.
O porta-malas comporta 534 litros e há mais 32 litros sob o capô dianteiro.

Imagem: VW
A Volkswagen oferecerá diferentes combinações de bateria e motor. A versão de entrada terá 190 cv, enquanto configurações superiores chegarão a cerca de 300 cv. Haverá opções de tração traseira e integral.
Nas versões de maior autonomia, a marca estima aproximadamente 600 km pelo ciclo WLTP. A recarga rápida chegará a 200 kW.
Tesla e chineses aumentam pressão
O ID. Tiguan entrará em um segmento hoje muito mais competitivo do que aquele encontrado pelo ID.4 em 2020. Tesla Model Y, Škoda Elroq e Enyaq, Kia EV5, Renault Scenic E-Tech e BYD Sealion 7 estão entre os modelos que disputam compradores semelhantes na Europa.
O Model Y continua sendo uma referência difícil de ignorar: vendeu mais de 109 mil unidades na Europa apenas no primeiro semestre de 2026. Ao mesmo tempo, a presença das marcas chinesas no continente praticamente dobrou em um ano, aumentando a pressão sobre fabricantes tradicionais em preço e tecnologia.

Imagem: VW
Nesse cenário, uma vantagem clara do ID. Tiguan está na variedade. A Volkswagen pretende oferecer desde uma configuração menos potente e mais acessível até versões com tração integral, além de capacidade de reboque de até duas toneladas.
O modelo também chega seis anos depois do ID.4, período suficiente para que autonomia próxima de 600 km e recarga de 200 kW tenham deixado de ser números excepcionais entre elétricos dessa categoria.
Destino no Brasil ainda é incerto
A substituição interessa ao mercado brasileiro porque o ID.4 é vendido por aqui. Depois de estrear em 2023 apenas por assinatura, o elétrico passou posteriormente a ser comercializado de forma convencional.

A Volkswagen ainda não confirmou o ID. Tiguan para o Brasil. Tampouco há indicação de que sua chegada internacional provocará o fim imediato das vendas do ID.4 por aqui, já que cronogramas e estoques variam de acordo com cada mercado.
Na Europa, o novo SUV começará a ser vendido em 2027. O Tiguan convencional permanecerá em produção, fazendo com que os dois modelos de mesmo nome convivam nas concessionárias, mas com plataformas, carrocerias e sistemas de propulsão distintos.
