Peugeot 408 muda visual e conteúdo

Lanterninha entre os sedãs médios, modelo ganhou mesma solução do irmão 308 e parte de R$ 76 mil

Peugeot 408 2016 | Imagem: Divulgação

Peugeot 408 só vende mais que alguns chineses e o caríssimo híbrido Prius, da Toyota. Até o importado Cerato de uma combalida Kia pós-Inovar Auto emplaca mais que o sedã argentino.

Foram apenas 1,2 mil unidades unidades até outubro, 40% do volume emplacado pelo irmão hatch, o 308. É essa complicada realidade que o novo 408 passa a encarar agora. Como havia antecipado no Salão de Buenos Aires, a Peugeot aplicou no modelo a mesma solução vista no 308, um retoque paliativo distante da nova geração dos modelos médios da marca na Europa.

Estão incluídos nesse ‘pacote’ a nova frente, que adapta o estilo da Peugeot atual ao visual anterior. Rodas de desenho modificado e lanternas com elementos renovados completam o tapa de estilo. Por dentro, um painel repensado e mais agradável e que traz recursos legais como o Mirrorscreen, que permite espelhar smartphones.

Motor legal, motor dispensável

O novo 408 também recebeu aprimoramentos técnicos. A suspensão, que antes era um tanto dura, está agora mais macia, segundo a Peugeot. O sedã seguiu a tendência do grupo PSA e passa a ser equipado com o motor 1.6 THP flex, que já está presente no SUV 2008 e no hatch 308. Ele atua em conjunto com uma transmissão automática de seis velocidades, exclusiva dessa versão, batizada de Griffe.

É o conjunto ideal para o Peugeot, mas custa R$ 86.990, até mais que o C4 Lounge Tendance com o mesmo motor e câmbio. Para quem não quer gastar tanto, a marca oferece também o 408 Allure por R$ 75.990. O problema é que aí você leva o motor 2.0 aspirado de 151 cv e o já cansado câmbio de quatro marchas herdado desde os tempos do 307 Sedan, seu antecessor. E ainda perde sensor de estacionamento dianteiro, câmera de ré, teto solar, bancos em couro perfurado e rodas diamantadas.

Clientes fieis

Com essa sacudida, o Peugeot 408 pode até reconquistar clientes e melhorar um pouco sua posição no ranking, mas convém não esperar muito. Os clientes de sedãs médios são muito fieis e procuram carros confiáveis e de boa revenda. Nesse aspecto, embora o 408 tenha evoluído muito comparado ao antecessor 307 Sedan, é o modelo da Peugeot que mais sofre com a imagem de pós-venda arranhada da marca. Pelo jeito, ele ainda deve segurar a lanterna por algum tempo. 

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