Pode custar R$ 45 mil: Honda City usado agrada pela relação entre custo e benefício

Sedã compacto traz economia do Fit e porta-malas maior que o do Civic; descubra outros pontos fortes
Honda City

Honda City | Imagem: Divulgação

Pode parecer pegadinha dizer que com apenas R$ 45 mil dá para comprar um sedã usado espaçoso, potente, confortável, bem equipado e econômico, mas ele existe e se chama Honda City.

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Lançada em 2009, a 1ª geração do City Sedan chegou como opção abaixo do Civic e com proposta diferente do monovolume Fit, com o qual dividia plataforma e motor. Aliás, o 1.5 16V flex (116 cv, etanol e 115 cv, gasolina) pode vir com o câmbio manual ou automático de cinco marchas. 

Na lista de itens de série, a LX já traz ar-condicionado, direção elétrica, roda de liga leve de 15 polegadas, trio elétrico, computador de bordo, dois airbags e CD Player com MP3 e entradas USB e auxiliar. Na intermediária EX, há ar-condicionado digital automático, rodas de 16", freios com ABS e EBD, volante em couro com controles de som e piloto automático. Na EXL, adiciona bancos em couro e transmissão com opção de trocas de marchas por aletas.

Além da mecânica confiável e robusta, outro ponto forte do City é o espaço interno bem aproveitado. Mesmo sendo menor em 8 cm no comprimento e 6 cm na largura que um Civic, seu porta-malas é maior: São 506 litros versus 340 l da geração contemporânea do sedã maior.

Com a chegada do rival mexicano Ford Fiesta Sedan em 2010, a Honda não perdeu tempo e lançou no mesmo ano a DX, uma escolha mais em conta e competitiva. Era desprovida de sistema de som e bandeja sob o assento traseiro, mas já vinha com direção elétrica, ar-condicionado, trio elétrico, dois airbags, entre outros.

Até a chegada da nova geração em 2014, a linha 2013 do sedã da Honda ganhou uma reestilização de meia-vida e, junto a esta novidade, surgiu o City Sport - baseado no DX - com detalhes esportivos e a oferta da exclusiva cor vermelha Rally.

PONTOS A SEREM VISTOS ANTES DA COMPRA

Honda City
Honda City da primeira geração que veio ao Brasil já tinha ar-condicionado digital disponível
Imagem: Divulgação
  • Painel

Um dono zeloso preza pelo seu automóvel em todos os detalhes e certamente a aparência é o “cartão de visita” para atrair a atenção dos compradores. Por isso, olhe bem a parte interna. O volante e a moldura central possuem detalhes pintados em prata que mancham ou descascam com facilidade. 

  • Frente baixa

Convenhamos que o City Sedan possui inúmeras qualidades, porém um ponto crítico é a frente baixa que raspa com facilidade em lombadas e valetas. A dica é olhar embaixo para ver se não há trincas ou amassados no para-choque e, principalmente, no cárter.

  • Câmbio automático

Embora seja um tipo de transmissão robusta e sem muito segredo, é preciso verificar se foram feitas todas as trocas periódicas do fluido através de notas fiscais, recibos ou mesmo do carimbo da concessionária no manual do veículo. A Honda recomenda as substituições a cada 40 mil km.

  • Suspensão

Ela é robusta, mas o problema é o curso curto da suspensão, o que faz com que surjam as famosas batidas secas, dependendo dos buracos e valetas. Faça um teste drive pelas ruas mais maltratadas e veja se o conjunto está em ordem, bem como o estado dos amortecedores que não podem ter vazamentos.

  • Recall

Fique de olho nos recalls que a montadora já realizou tais como as substituições do sensor do nível de combustível e dos airbags, tanto o do motorista, quanto o do passageiro.


QUAL VERSÃO NÓS RECOMENDAMOS

Honda City
Honda City tem porta-malas espaçoso, capaz de levar até 506 litros, conforme a fabricante
Imagem: Divulgação

Se você é daqueles que não faz questão da transmissão automática, o câmbio manual trabalha bem com o motor 1.5, que entrega respostas mais rápidas. Por menos de R$ 45 mil, encontramos algumas unidades com baixa quilometragem, em média de 120 mil km, e, aparentemente, em bom estado de conservação. 

Com preço médio de R$ 50 mil, as versões do City automático, por incrível que pareça, são ligeiramente mais econômicas. Segundo o Inmetro, as unidades dos anos-modelos 2010 fazem 7,5 km/l na cidade e 11 km/l na estrada (etanol) e 9,1 km/l no ciclo urbano e 13,9 km/l no rodoviário (gasolina). Para efeito de comparação, as com câmbio manual fazem, nessa ordem, 7,4 km/l, 11,1 km/l, 8,7 km/l e 12,6 km/l. 

Seja qual for o modelo, opte pela melhor que te satisfaça e tenha a certeza de que terá feito um excelente negócio. 

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Honda City 2008

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Fernando Garcia

Especialista em análises do mercado de veículos usados, Fernando Garcia tem passagens por revistas automobilísticas e no AUTOO traz vários artigos especiais com curiosidades, serviços e dicas.

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