Fora do Salão de Frankfurt, com produção suspensa desde abril, salários atrasados e uma dívida de US$ 210 milhões com fornecedores, a Saab levou novo golpe. O tribunal do distrito de Vanersborg (Suécia) negou à marca sueca proteção judicial contra credores, que permitiria à Saab resolver, enfim, seus problemas financeiros. Os jurados avaliaram que não há razão para crer que um novo processo de proteção de credores, conhecido como reconstrução, funcionaria. Em comunicado, a montadora se diz desapontada e promete recorrer.

Em junho, a Saab afirmou que as marcas chinesas Pang Da Automobile e Zhejiang Youngman Lotus Automobile acordaram em dividir o controle da sueca por € 245 milhões – o problema é que a negociação ainda aguarda a autorização de autoridades chinesas.

O imbróglio põe em dúvida a aguardada chegada da Saab ao Brasil. Em março, durante o Salão de Genebra, o vice-presidente Global de Vendas e Pós-Vendas da marca, Matthias Seidl, afirmou ao AUTOO que a Saab voltaria ao Brasil no segundo semestre deste ano. Meses depois, uma fonte consultada por AUTOO reafirmou o compromisso de Seidl e garantiu que detalhes quanto a adaptação do motor para receber etanol eram as únicas pendências para a Saab desembarcar por aqui. 

Rodrigo Mora

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