Por uma já condenada mudança nas regras de importação, que penalizou os carros trazidos do exterior ao Brasil com uma sobretaxa no IPI punida pela Organização Mundial do Comércio, os primeiros importadores da SsangYong não deram conta de sustentar as operações da fabricante sul-coreana por aqui, deixando muitos consumidores e clientes na mão.

Como você já conferiu aqui no AUTOO, agora a marca retoma as atividades em solo nacional pelas mãos da Venko Motors, uma empresa mais sólida por trás das operações sendo que a companhia é a mesma que bancou a vinda da Chery ao país na década passada.

Os próprios empresários brasileiros que se dispuseram a assumir a tarefa nada fácil de representar a marca reconhecem que o futuro no curto prazo será de alguns desafios, como obter de volta a confiança dos brasileiros para adquirir um produto da fabricante. Para tanto, os novos importadores realizaram um compromisso de 10 anos com a SsangYong, bem como se comprometeram a prestar assistência aos atuais proprietários de automóveis da marca em uma tentativa de se reaproximar com o público e estabelecer um vínculo mais forte com os potenciais clientes.

A ideia da nova fase da SsangYong no Brasil é encerrar 2018 com ao menos 50 concessionárias estabelecidas no país, cobrindo a região das capitais de Estados. Com uma gama inicial de 4 modelos, a SsangYong espera comercializar em seu primeiro ano no Brasil cerca de 3.000 unidades, em uma estimativa “conservadora”, como classfica a marca.

Mas vale a pena esperar pelos modelos da SsangYong? Quais deles serão os mais interessantes? Durante a apresentação da gama para a imprensa especializada brasileira, tivemos a oportunidade de dirigir por alguns quilômetros os quatro carros da marca que chegarão inicialmente ao Brasil e compartilhamos com vocês nossas impressões.

SsangYong Tivoli – Vale a pena a espera? Em parte

O Tivoli é um dos produtos mais recentes da SsangYong e chega para atuar no efervescente segmento de SUVs compactos.

Com uma proposta, por assim dizer, mais racional em termos de conjunto mecânico, no Brasil o Tivoli será oferecido somente com motor 1.6 16V de 128 cv e 16,3 kgfm de torque, sempre trabalhando em conjunto com o câmbio automático de 6 marchas. 

Ao volante o Tivoli não chega a empolgar, sendo que ele até que mostra-se bem disposto para o uso urbano, mas na estrada com apenas duas pessoas ele deixou claro que um pouco mais de torque seria bem-vindo. O peso do Tivoli, na casa de 1.300 kg, também mostra-se elevado. Um Nissan Kicks, por exemplo, também conta com motor 1.6 16V porém pesa apenas 1.136 kg isso considerando sua versão topo de linha SL.

O Tivoli até que é um modelo agradável de ser conduzido, apesar de uma leve tendência ao sobre-esterço, a famosa “saída de frente”, como pudemos comprovar em algumas curvas, mas mesmo assim o espaço interno é bom. Até o momento a SsangYong não nos informou o volume disponível no porta-malas até a altura dos bancos, mas o compartimento não nos pareceu muito espaçoso, com tamanho semelhante ao de um hatch compacto.

Por dentro, o Tivoli até que oferece algumas peculiaridades como a memorização das preferências do sistema de ar-condicionado automático e uma câmera frontal para ajudar nas manobras, mas faltou o suporte ao Apple CarPlay e Android Auto na central multimídia, algo que a marca poderá realizar com o tempo.

Para o Tivoli tornar-se interessante do ponto de vista comercial, tudo dependerá da precificação que a SsangYong vai adotar. Os importadores anunciaram uma prévia de que os valores ficarão entre R$ 85.000 e R$ 100.000, o que nos parece caro sobretudo frente a modelos como o já citado Nissan Kicks e o Hyundai Creta, que contam com versões bem consolidadas nessa faixa de preço. Logo, se a SsangYong decidir manter esse intervalo de valor, terá que oferecer um nível superior de equipamentos para se destacar em um segmento extremamente competitivo.

SsangYong XLV – Vale a pena a espera? Em parte

O XLV nada mais é do que um Tivoli “esticado”. A ideia da SsangYong foi oferecer um SUV com um pouco mais de espaço para bagagens e destinado ao uso familiar. Ainda não temos as dimensões do porta-malas seguindo o padrão brasileiro e aceito por lei, portanto até a altura dos bancos, mas é possível apostar que a capacidade do porta-malas do XLV fique em torno de 450 l a 500 l de capacidade, algo muito bom para um SUV compacto.

Com um design próprio em relação ao Tivoli (a dianteira é compartilhada), o XLV nos causa um pouco de estranheza ao primeiro contato devido ao porta-malas alongado, mas é algo que vai se tornando mais aceitável ao olhar ao longo do tempo.

Ao volante, as sensações dinâmicas são bem parecidas com as do Tivoli até mesmo pelo conjunto mecânico compartilhado. Porém, o acréscimo de 45 kg no peso e pensando que ele pode levar muita bagagem, o desempenho deverá pagar uma conta alta a bordo do modelo.

O XLV é um modelo muito único em sua proposta, porém, assim como é caso do Tivoli, sua boa aceitação ou não dependerá do fator preço. No mercado atual, modelos como o Honda HR-V já oferecem um excelente nível de espaço interno, porta-malas e versatilidade em seu interior. Se a SsangYong quiser mesmo posicionar o XLV entre R$ 90.000 e R$ 105.000, terá que proporcionar um custo-benefício interessante ao modelo com um bom nível de equipamentos. Já se sabe que o modelo contará com recursos como bancos de couro, partida por botão, ar-condicionado automático com duas zonas de atuação, controles de tração e estabilidade, dentre outros. O design bem inusitado do XLV também é algo que precisará ser ponderado.

SsangYong Korando – Vale a pena a espera? Sim

O Korando chegou a ser comercializado no Brasil ainda na “primeira fase” da SsangYong por aqui. As unidades que serão comercializadas a partir de 2018 contam com um leve facelift em relação ao modelo importado anteriormente ao país.

O Korando desponta como um dos produtos mais interessantes da gama SsangYong sobretudo pelo conjunto mecânico.

Além da suspensão independente nas quatro rodas, com disposição multibraço na parte traseira, o Korando conta com um interessante motor 2.2 turbodiesel de 178 cv e generosos 41 kgfm de torque a 1.400 rpm. Assim como os demais modelos da gama, a transmissão é sempre a automática de 6 marchas, porém o Korando acrescenta a tração integral com a opção de bloqueio do diferencial central.

Ao volante o Korando é um modelo bem mais disposto em relação ao Tivoli e o XLV, com respostas bem vigorosas graças ao bom nível de torque. A direção conta com assistência elétrica, outro atributo que colabora com a dirigibilidade, bem como a suspensão mostrou-se bem calibrada. Só nos chamou um pouco a atenção o nível de ruído do motor quando mais solicitado, algo que pode ser resolvido com uma melhor vedação acústica. O nível de vibração, por sua vez, mostrou-se aceitável.

O Korando será posicionado aqui no Brasil como um SUV de médio porte e ele tem espaço interno de sobra para isso. Ponto positivo vai para seu assoalho traseiro inteiramente plano, o que melhora consideravelmente o espaço para os passageiros do banco traseiro.

Os importadores pretendem oferecer o SsangYong Korando em um intervalo de R$ 135.000 a R$ 150.000, o que já entra na faixa de Jeep Compass Longitude também diesel ou até mesmo o recém-chegado Chevrolet Equinox LT, modelos mais consolidados ou com uma rede de concessionárias bem maior no Brasil. De qualquer maneira, o Korando mostra que tem qualidades para ao menos valer uma visita nas lojas da SsangYong. 

SsangYong Actyon Sports – Vale a pena a espera? Não

É inegável que a picape Actyon Sports foi um dos modelos que contou com uma boa procura na primeira fase da SsangYong no país. Mesmo com o visual exótico da sua dianteira “tubarão”, a picape deixou muitos clientes satisfeitos no país.

Com 4,99 m de comprimento, a SsangYong é ligeiramente mais compacta do que as picapes médias tradicionais, que ostentam em média 5,30 m de uma ponta a outra do para-choque.

Contudo, a nova realidade do mercado nacional tem uma representante que supera com folga a Actyon Sports, no caso a Fiat Toro.

A Actyon Sports conta com a mesmo conjunto mecânico do Korando, com a única diferença é que o sistema de tração é do tipo 4x4, podendo ser controlado pelo motorista entre os modos 4x2, 4x4 e 4x4 reduzida. A capacidade máxima de carga da picape é de 720 kg.

A grande questão é que a Fiat Toro também conta com um moderno motor 2.0 turbodiesel, seu câmbio automático oferece 9 marchas, ela também sai de fábrica com tração 4x4 em sua versão Volcano e a caçamba pode transportar até 1 tonelada. Além disso, a Toro entrega um comportamento dinâmico mais estável e refinado em relação ao notado na Actyon Sports. O visual interno da picape também precisa de uma atualização. 

Os importadores oferecerão por aqui duas versões da Actyon Sport, com preços entre R$ 120.000 e R$ 135.000. Hoje uma Fiat Toro Volcano está nas concessionárias por R$ 134.390, sem dúvida nenhuma uma escolha muito mais interessante.

 
 
SsangYong Tivoli 2017
 
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SsangYong Actyon Sports 2017
 
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César Tizo

O "Guru dos Carros", César Tizo se juntou ao time este ano e está à frente dos portais AUTOO e MOTOO. É o expert em aconselhar a compra de automóveis

César Tizo | http://www.jcceditorial.com.br/