Toyota confirma que terá Hilux a hidrogênio a partir de 2028; confira o que muda na picape

Após anos de testes com protótipos baseados no Mirai, a marca japonesa confirma produção na Europa
Hilux movida a hidrogênio

Hilux movida a hidrogênio | Imagem: Divulgação

A Toyota confirma que vai colocar em produção, a partir de 2028, uma versão da Hilux movida a hidrogênio, mas para a Europa. O preço ainda é incógnita, a marca não revelou mas deverá custar mais que as versões a diesel e elétrica.

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Mesmo mantendo muita coisa em sigilo ainda, a montadora adiantou alguns dados. A autonomia esperada, segundo o ciclo europeu WLTP, deve passar de 400 km, e a capacidade de reboque chega a 2.500 kg.

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Já os protótipos de testes, que rodaram nos últimos dois anos, foram com três tanques de hidrogênio de 2,6 kg cada, somando 7,8 kg de capacidade total, e um motor elétrico traseiro de 180 cv e 30,6 kgfm de torque, chegaram a prometer até 600 km de autonomia.  O tempo de abastecimento gira em torno de cinco minutos.

Testes da Hilux a hidrogênio

Hilux movida a hidrogênio
Hilux movida a hidrogênio vem sendo testada desde o início da década atual e apenas em 2028 começará a ser vendida
Imagem: Divulgação

Tudo começou com um estudo no início de 2022, para mostrar as vantagens do hidrogênio por meio de um veículo protótipo. O primeiro foi mostrado ao público em setembro de 2023, e desde então o projeto foi indo para frente.

Em 2024, a Toyota fez dez unidades de pré-série. Os módulos de célula de combustível já são montados lá na Europa, num centro de pesquisa e desenvolvimento da marca na Bélgica,

Das dez unidades de teste, metade foi para testes de campo, avaliando segurança, durabilidade e desempenho. A outra metade serviu para um propósito bem diferente, apresentar a tecnologia ao público e à imprensa, inclusive durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris, em 2024. 

Em 2015, a Toyota lançou o Mirai, movido a hidrogênio. É de lá que vem boa parte da engenharia usada na picape espera para 2028. Uma pilha de células a combustível de eletrólito polimérico, hidrogênio armazenado em tanques pressurizados integrados ao chassi, e uma bateria de íon-lítio.

Por ser um sistema mais leve que um conjunto de baterias tradicional, a tecnologia a hidrogênio permite carregar mais peso e rebocar cargas maiores.

Ainda falta infraestrutura

Só que aqui mora o problema. A Europa e o Reino Unido somam hoje apenas 179 postos operacionais desse tipo de abastecimento. É pouquíssimo diante do tamanho do continente, e isso deve limitar o público, pelo menos nos primeiros anos.

Mas a marca diz que está de olho nisso. Eles acreditam que a Europa será um dos maiores mercados de células a combustível a hidrogênio até 2030 e a estrutura deixará de ser o ponto fraco.

No Brasil existe carro a hidrogênio?

Por aqui, não há nenhum modelo à venda. O mundo dos carros a hidrogênio ainda é pequeno, mas já tem alguns. O principal deles é o próprio Toyota Mirai. Do lado da concorrência, o grande nome é o Hyundai Nexo, que até chegou vir para cá mas apenas para teste e demonstração.

Há ainda opções como o Honda CR-V e:FCEV, vendido nos Estados Unidos, e a BMW, já sinalizou planos de lançar seu modelo a hidrogênio para 2028, coincidentemente o mesmo ano da Hilux.

 

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.