Vendas de carros têm melhor mês desde janeiro de 2015

Com mais de 238 mil veículos emplacados, várias marcas e modelos estabeleceram seus recordes mensais incluindo o Onix que emplacou 21.736 unidades em agosto
Toyota Yaris Sedã 2019

Toyota Yaris Sedã 2019 | Imagem: Divulgação

Foi a "tempestade perfeita" mas no bom sentido: agosto terminou com o melhor resultado de vendas desde janeiro de 2015, ou seja, há 44 meses. Nada menos que 238 mil veículos foram emplacados no mês passado com destaque para o recorde histórico do Chevrolet Onix, líder em vendas no país.

Como Autoo antecipou, o hatch superou a barreira das 20 mil unidades, e com margem – nada menos que 21.736 carros vendidos. Mas não foi só ele que impressionou: o HB20 e o Ka também tiveram seu melhor mês em 2018, entre vários outros.

A maior parte das marcas também comemorou. A GM vendeu mais de 41,5 mil unidades, a Volks, quase 34 mil e a Fiat até superou a rival alemã com 34,4 emplacamentos. Quatro marcas ficaram muito próximas: Ford (20.979), Renault (20.938), Hyundai (20.699) e a Toyota (19.718) enquanto Honda, Jeep e Nissan viram seus números crescerem.

Sinal de reação?

Mas, afinal, o que fez o mês de agosto surpreender num período ainda de incertezas? Além do fato de contar com 23 dias úteis, o que sempre ajuda a elevar as vendas, o mês passado foi de relativa tranquilidade no país. Não houve greve de caminhoneiros como em maio ou a Copa do Mundo, que afetou tanto junho quanto julho. Ou seja, o mercado funcionou de forma normal.

Ainda assim nota-se que houve uma expansão praticamente geral e não afetada por algum fator específico. Pegue-se o caso da Toyota que contabilizou as vendas dos Yaris hatch e sedã em subida de produção. Foram 6.341 unidades emplacadas na soma dos dois, o que foi o principal motivo da marca encostar nos 20 mil carros vendidos, a despeito da queda na demanda do Etios.

Apesar disso, alguns executivos seguem pessimistas. Para José Luiz Gandini, presidente da Abeifa e representante da marca Kia no Brasil “depois da greve dos caminhoneiros e da Copa do Mundo, a falta de confiança do consumidor ainda persiste. E agora com um componente a mais: a eleição presidencial. De qualquer maneira, já houve uma pequena reação em julho e em agosto, o que sinaliza um segundo semestre melhor”.

No acumulado do ano, o crescimento das vendas é superior a 14% em relação ao mesmo período de 2017, porcentagem semelhante à diferença entre agosto deste ano e o do ano passado. Nesse ritmo é possível que as vendas em 2018 possam chegar a 2,5 milhões de veículos, o que significaria um volume maior que o de 2015 (2,463 milhões).

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