VW confirma lançamento do Tiguan 2026; saiba quando chega e o que esperar do SUV
Modelo chegará com nova plataforma, mas sem versão de sete lugares, ao contrário do anterior
Depois de meses de flagras camuflados e muita especulação nos bastidores, agora é oficial, a Volkswagen confirmou que a nova geração do Tiguan será lançada no Brasil em março desse ano. O anúncio foi feito durante um evento fechado para a imprensa.
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O SUV médio finalmente entra em sua terceira fase por aqui, embora ainda traga mais perguntas do que respostas. A principal delas envolve o conjunto mecânico. Afinal, que Tiguan teremos no Brasil?
Motor: 1.4 ou 2.0 turbo?

Imagem: Divulgação
Em mercados como Argentina e México, o novo Tiguan chegou posicionado acima do Taos, mas equipado apenas com o conhecido 1.4 TSI, o mesmo motor já visto em T-Cross, Nivus GTS e Taos. Nesses países, o SUV vem acompanhado do câmbio DSG de seis marchas, sem tração integral 4Motion.
Já nos Estados Unidos, a história é outra. Lá, o SUV mantém o 2.0 TSI EA888, agora atualizado, com 204 cv (contra os 187 cv do Tiguan Allspace que foi vendido no Brasil).
O motor trabalha com câmbio automático convencional, de oito marchas e pode contar com tração integral 4Motion, além de uma capacidade de reboque maior, que sobe para 816 kg. É justamente essa dualidade que deixa o mercado brasileiro em suspense.
Produto global, mudanças importantes
Construído sobre a plataforma MQB Evo, a mesma do Golf de oitava geração, o Tiguan passa a ser um modelo global, abandonando as variações específicas por região. E isso traz uma consequência, tudo indica que o SUV deixará de ser vendido com sete lugares, configuração hoje exclusiva do Brasil e da América do Sul. Ou seja, o Tiguan que conhecemos pode mudar em conceito e proposta.
E o híbrido, vem ou não vem?

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Aqui entra outro ponto-chave. A Volkswagen já esclareceu que pretende oferecer, sempre que possível, algum nível de eletrificação em seus novos modelos. E o Tiguan europeu é um bom exemplo disso.
Na Europa, o SUV é vendido com:
- Híbrido leve (MHEV) de 48 volts, que permite o modo “velejar”, com o motor a combustão desligado enquanto o carro mantém sistemas como direção, freios e ar-condicionado funcionando.
- Híbrido plug-in (PHEV), usando o motor 1.5 eTSI, em versões de 204 cv ou 272 cv, com bateria de 19,7 kWh e autonomia elétrica de até 120 km no ciclo WLTP.
Essas versões utilizam câmbio DSG de seis ou sete marchas, dependendo da potência, e podem ter tração integral.
Trazer alguma dessas soluções faria todo sentido. Em outubro do ano passado, a Volkswagen anunciou que todos os seus lançamentos no Brasil a partir de 2026 terão algum grau de eletrificação. Além disso, ajudaria o Tiguan a se defender melhor da crescente oferta de SUVs híbridos e elétricos na faixa dos R$ 300 mil.
Por enquanto, a Volkswagen confirma apenas o lançamento em março. Motorização, versões e posicionamento final seguem em aberto.
